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por Jacinto Pereira de Souza

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O nome ‘Cavalo Bravo’ surgiu por volta de 1880. O nome surgiu de um cavalo que existia e pastava nos arredores de uma colina, morro ou alto (antigas dunas de areia), que ficou conhecido como ‘Alto do Cavalo Bravo’. O cavalo era muito bravo, principalmente quando estava com seu lote de éguas. Estava sempre atento a qualquer barulho desconhecido. Diante de qualquer alerta, se dirigia imediatamente ao pico desse monte para olhar. Se a ameaça fosse outro cavalo, ele o confrontava e era implacável com os seus rivais. Sua principal estratégia  era: Se a suposta ameaça vinha de um lado do alto  ele corria para o outro. Em muitos anos, não apareceu um cavalo que lhe destronasse do rebanho de éguas. Papai dizia que esse cavalo era bravo porque era valente para outros animais. Mas era manso com gente, pois seu proprietário às vezes usava como animal de sela para suas viagens. A comunidade de Cavalo Bravo é formada pelas famílias que moram em torno desse alto, principalmente a Família Brandão.

Antônio Pereira Brandão, filho de João Pereira Brandão, proveniente da localidade de Lagoa Salgada, próximo à cidade de Acaraú, construiu o sítio que veio a se chamar Sítio Cavalo Bravo em homenagem ao cavalo descrito acima. Antônio Pereira Brandão e sua esposa Raquel Aparecida do Nascimento, ao falecer deixaram essa terra como herança param seus filhos: Sabino, Leôncio, Evaldo, Gil, Rosa, Fausta, Raimunda, Maria e Zifirina. Coube a cada um deles, quarenta e duas braças (cada braça equivale a dois metros), três palmos e uma polegada de largura por uma légua de comprimento. A parte onde ficava a casa e as árvores plantadas, ficou para Gil Pereira Brandão, Ele vendeu para Américo Sales Rocha. Após o falecimento do senhor Américo, eu comprei de sua esposa, a senhora Raimunda Sales Rocha. Comprei a terra em 1973, juntamente com dois afilhados de meu pai, José, filho de seu compadre Samuel e José, filho de seu irmão e compadre Manoel Raimundo Brandão. Eu fiquei apenas com sete hectares, onde ficava a sede da propriedade. Ainda conheci a casa onde meu bisavô Antônio Pereira Brandão morou. As benfeitorias incluíam além da casa, quinze pés de coco, três pés de laranja, uma cajazeira e um pé de groselha, deixados por ele, que era meu bisavô. Enquanto a terra pertenceu ao senhor Américo Sales  Rocha e sua esposa, meu pai arrendava. Na qualidade de arrendatário, papai plantou coqueiro, cajueiro, carnaubeira, além de outras plantações agrícolas. Passei muitos anos longe de meu sítio, mas agora estou plantando e zelando outra vez.


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Jacinto Pereira
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Jacinto Pereira de Souza, Radialista, Historiador e Policial

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