‘Encontro entre Lula e Maduro foi um golpe na estratégia de isolamento dos EUA’, diz mídia americana

um golpe na estratégia de isolamento dos EUA’, diz mídia americana

10:19 30.05.2023 (atualizado: 14:06 30.05.2023)

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião privada com o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, 29 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 30.05.2023

© Foto / Palácio do Planalto / Ricardo Stuckert / CC BY 2.0

Já a mídia chinesa exaltou a reunião entre os líderes, dando atenção à declaração de Lula sobre ser “pessoalmente favorável” à entrada da Venezuela no BRICS e ao possível pagamento da dívida venezuelana com Brasil usando yuans.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou ontem (29) com seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto e a visita do chefe de Estado venezuelano ao Brasil foi repercutida em diversas mídias no exterior.

Para os americanos da Bloomberg, o encontro entre os líderes marcou “um golpe na estratégia de isolamento da Venezuela por parte dos Estados Unidos“, uma vez que o encontro Lula-Maduro colabora para volta de Caracas ao cenário geopolítico.

De todas as declarações concedidas por Lula durante a entrevista coletiva com Maduro ontem (29), a Bloomberg ecoou uma única frase: “É inexplicável que um país tenha 900 sanções porque outro país não gosta“, quando o mandatário brasileiro se referiu a Washington.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (à esquerda), e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à direita), se cumprimentam após coletiva de imprensa conjunta no Palácio do Planalto, em Brasília, em 29 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 29.05.2023

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A mídia também destacou o fato que, não só o Brasil, mas também outras nações da América Latina estão “reabilitando” a Venezuela para sair do isolamento imposto pelas sanções norte-americanas.

Como exemplo, a agência cita o líder colombiano, Gustavo Petro, que no ano passado reabriu oficialmente a fronteira de seu país com a Venezuela após sete anos fechada. Ao mesmo tempo, a nomeação do novo embaixador pelo governo de Gabriel Boric no Chile, depois que o cargo ficou vazio desde 2018.

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Já a mídia chinesa, como a Quancha, narrou o encontro entre os líderes dando atenção à declaração de Lula sobre ser “pessoalmente favorável a entrada da Venezuela no BRICS”. A agência de notícias relembrou que, e em abril, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse que Pequim apoia a promoção do processo de expansão do BRICS por meio de discussões com os países-membros.

O portal chinês QQ, da Tecent, escreveu sobre a retomada da parceria energética entre Brasil e Venezuela e a procura de Caracas para resolver a questão da dívida com o BNDES brasileiro, destacando a possibilidade de o pagamento ser feito em yuan e não dólar.

Maduro, assim como vários outros chefes de Estado da América do Sul, chegaram ao Brasil nos últimos dias para a cúpula proposta pelo governo brasileiro para promover o diálogo “franco” entre todos os países, identificando “denominadores comuns”, discutindo perspectivas para a região e “reativando a agenda de cooperação sul-americana em áreas-chave”, segundo o Itamaraty.

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