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Fontes anônimas presumem que China esteja desenvolvendo míssil que possa destruir porta-aviões

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© AFP 2020 / Frederic J. BROWN/FILES

Defesa

13:15 11.11.2020URL curta

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Fontes anônimas divulgaram uma série de afirmações impressionantes sobre as capacidades do novo míssil. No entanto, informações oficiais ainda são difíceis de encontrar e não está claro quão confiáveis são tais fontes, conta o portal The National Interest.

Em 1° de outubro de 2019, o Exército de Libertação Popular (ELP) realizou uma parada impressionante com novos sistemas de armas avançados para comemorar o 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

Ainda assim, muitas das armas demonstradas oficialmente nesse dia, como o DF-17, o primeiro míssil hipersônico a entrar oficialmente em serviço regular, já eram de conhecimento público há algum tempo.

Mas esse não foi o caso para o regimento de 16 veículos de transporte e lançamento TEL de dez rodas que passaram pela Praça Tiananmen, cada um carregando duas vasilhas de lançamento octogonais com a designação DF-100 gravada de forma proeminente em suas laterais.

Veículos militares chineses carregando o míssil de cruzeiro DF-100 no decorrer do desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China

© AP Photo / Mark Schiefelbein

Veículos militares chineses carregando o míssil de cruzeiro DF-100 no decorrer do desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China

A designação DF, ou Vento Leste (Dongfeng, em inglês), é principalmente reservada para muitos tipos de mísseis balísticos da China, que voam alto na atmosfera antes de mergulharem em velocidades tremendas. Mas a existência do DF-100 nunca havia sido relatada antes.

É importante relembrar que alegações da mídia chinesa não oficial devem ser tratadas com cautela como sendo de origem anônima, ou meramente como conjecturas e especulações informadas, reforça o portal, escreve o The National Interest.

O clipe meio revelador

Os cilindros de lançamento do DF-100 não permitiram ver os mísseis que supostamente estavam lá dentro. Porém, uma semana antes da parada, em 25 de setembro, o ELP postou um vídeo com uma montagem que incluía um clipe de dois segundos do lançamento de um míssil CJ-100, que nunca tinha sido visto antes. Esse segmento, todavia, foi logo removido.

É possível que o clipe possa ter sido uma jogada de marketing viral para criar burburinho antes da revelação oficial do DF-100 durante o desfile, sugere o The National Interest.

Fontes anônimas disseram à mídia chinesa que o CJ-100 era um míssil de cruzeiro supersônico de longo alcance com uma altitude de voo “próxima do espaço”, capaz de atingir velocidades entre três a quatro vezes superiores à velocidade do som. Os analistas especulam que os traços incomuns na parte inferior do míssil eram possivelmente entradas para um sistema de propulsão a jato, que é otimizado para viagens supersônicas sustentadas.

Veículos militares chineses transportando o míssil balístico DF-17 durante o desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China

© AP Photo / Ng Han Guan

Veículos militares chineses transportando o míssil balístico DF-17 durante o desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China

As designações confusas de DF e CJ podem se dever ao fato dos mísseis hipersônicos viajarem em velocidades extremamente altas e saírem da atmosfera como um míssil balístico, mas em seguida adotam uma trajetória mais plana durante a qual eles permanecem manobráveis, permitindo-lhes descer sobre o alvo mais rápido e tornando-os mais difíceis para interceptar com defesas antimísseis balísticos.

O míssil hipersônico de ataque terrestre DF-17 da China (tecnicamente, o DF-17 é o portador de um veículo planador hipersônico triangular chamado DF-Z) recebeu um designador DF. Porém, por que está a China se preocupando em desenvolver um segundo míssil hipersônico baseado em terra?

Causas da construção do novo míssil misterioso

Em um artigo no jornal South China Morning Post sobre desfile militar de 2019, lê-se: “Uma fonte militar disse que a arma agora está em serviço ativo. Tem um alcance de cerca de mais de 3.200 quilômetros a 4.800 quilômetros, e é projetado principalmente para grandes alvos no mar”.

“Grandes alvos no mar” quase certamente significa porta-aviões, recorda o portal The National Interest.

Um artigo de 2019 do jornal China Times sobre o lançamento de 25 de setembro descreveu-o como “ataque a grandes navios de superfície inimigos e alvos de alto valor, como comunicações e centros de comando”.

Porta-aviões USS Ronald Reagan, na frente, e o destróier de mísseis guiados USS Milius, no entro, conduzem um exercício com navios da Força Marítima de Autodefesa do Japão no mar do Sul da China, 31 de agosto de 2018

© AP Photo / Marinha dos EUA / Especialista de comunicação em massa de 2ª classe Kaila V. Peters

Navios dos EUA e Japão realizando exercícios no mar do Sul da China

A China já desenvolveu dois mísseis balísticos antinavio transportadores de caminhões, o DF-21D e o DF-26B, com alcances de cerca de 1,6 mil quilômetro e 3,22 mil quilômetros, respectivamente. Em 2019, o Força de Foguetes do ELP testou, possivelmente pela primeira vez, vários mísseis contra alvos marítimos. Em resposta, a Marinha dos EUA desenvolveu os interceptores de mísseis balísticos SM-3 e SM-6 para defender seus navios de superfície contra a nova ameaça.

O DF-100, portanto, pode ter a intenção de complementar os mísseis balístico antinavio da China com uma arma que voa em uma trajetória diferente e pode ser ainda mais difícil para mísseis de defesa antiaérea interceptarem.

O que pode ser melhorado?

Uma das principais dificuldades enfrentadas por qualquer arma antinavio de longo alcance, tanto balística quanto hipersônica, é que não há como a unidade de lançamento ser capaz de rastrear diretamente um porta-aviões a mais de 1,6 mil quilômetro de distância. Em vez disso, a bateria deve receber os dados iniciais de mira de um par separado de olhos, como um drone ou avião de patrulha no alcance do radar do navio-alvo. O míssil então voa em direção à vizinhança geral do alvo usando orientação inercial e GPS, enquanto recebe atualizações no meio do curso, antes que um buscador no míssil assuma a orientação precisa na fase terminal.

Muitas características importantes sobre o DF-100 ainda permanecem obscuras. Contudo, o governo chinês continua dizendo ao mundo que este é um míssil antinavio hipersônico, de nível regional, que imporá um novo e desafiador vetor de ameaça para ataques de longo alcance contra grandes navios de guerra sobre 1,6 quilômetro da costa da China.

Fonte: https://br.sputniknews.com/defesa/2020111116407027-fontes-anonimas-presumem-que-china-esteja-desenvolvendo-missil-que-possa-destruir-porta-avioes/

Jacinto Pereira
Jacinto Pereira
Jacinto Pereira de Souza, Radialista, Historiador e Policial

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