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Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta quarta-feira, 7 de abril

Pedestre passa pela antiga embaixada dos EUA em Teerã, Irã, 6 de abril de 2021

© REUTERS / Majid Asgaripour

Hoje atualizado

06:00 07.04.2021(atualizado 06:57 07.04.2021) URL curta

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Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha os destaques desta quarta-feira (7), marcada pela conversa entre Bolsonaro e Putin, pela posse do novo chanceler brasileiro e pelo começo “bem-sucedido” de negociações com o Irã para a volta ao acordo nuclear.

Brasil ultrapassa as 4 mil mortes diárias por COVID-19

Nesta terça-feira (6), o Brasil ultrapassou as quatro mil mortes diárias por COVID-19, o equivalente a três mortes por minuto e mais de 170 brasileiros a cada hora. O presidente, Jair Bolsonaro, conversou com seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a liberação do uso da vacina Sputnik V no país. Apesar de já ser produzida em território nacional pela farmacêutica União Química, a vacina russa ainda não foi aprovada para uso pela Anvisa. “Se Deus quiser, brevemente estaremos resolvendo essa questão da vacina Sputnik V”, disse Bolsonaro após a conversa. Equipe da Anvisa deve visitar instalações de produção de insumo e da vacina na Rússia para “esclarecer pontos fundamentais”, informou o diretor da Anvisa, Barra Torres, após a reunião. Para o governador do estado da Bahia, Rui Costa (PT), que já selou contrato de compra do imunizante, “a Anvisa continua atrapalhando […] o que presenciamos foi burocracia e falta de sensibilidade com a vida humana”. O Brasil confirmou mais 4.211 mortes e 82.869 casos de COVID-19, totalizando 337.364 óbitos e 13.106.058 diagnósticos da doença.

Pessoas aguardam metrô na Estação da Luz, em meio à pandemia de COVID-19, São Paulo, 6 de abril de 2021

© REUTERS / Amanda Perobelli

Pessoas aguardam metrô na Estação da Luz, em meio à pandemia de COVID-19, São Paulo, 6 de abril de 2021

Novo chanceler muda o tom e promete ‘diplomacia da saúde’

Nesta terça-feira (6), o novo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franco França, tomou posse em cerimônia no Palácio do Planalto. Em discurso moderado, França defendeu o desenvolvimento sustentável e a condução da “diplomacia da saúde”. “Meu compromisso […] maior será articulação no âmbito do Itamaraty, maior articulação com outros órgãos públicos, com o Congresso Nacional. Assim serão maiores as chances de que nosso trabalho diplomático se traduza em resultados para a vida dos brasileiros”, disse França. Em tom distinto do seu antecessor, Ernesto Araújo, o ministro ressaltou o compromisso brasileiro com o desenvolvimento sustentável e com a energia limpa. França foi nomeado para o cargo após forte pressão do Congresso Nacional para a derrubada de Araújo, que teve dificuldades em fazer gestões para a compra de vacinas contra a COVID-19 no exterior.

Coveiro carrega caixão de vítima da COVID-19, no cemitério Campo Santo, em Porto Alegre, 6 de abril de 2021

© REUTERS / Diego Vara

Coveiro carrega caixão de vítima da COVID-19, no cemitério Campo Santo, em Porto Alegre, 6 de abril de 2021

Rouhani diz que Irã está pronto para retornar às obrigações do acordo nuclear

Nesta quarta-feira (7), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, declarou que seu país está pronto para retornar às obrigações do acordo nuclear em troca da suspensão de sanções econômicas impostas contra o país. “Vemos que os EUA acordaram para as negociações e confirmamos que estamos prontos para retomar nossos compromissos com o programa nuclear, em troca da suspensão de todas as sanções”, disse Rouhani. As declarações foram feitas após negociação entre países europeus, China, Rússia e Irã, reunidos em Viena para debater o acordo nuclear, terem tido começo “bem-sucedido”, de acordo com o representante russo nas organizações internacionais na capital austríaca, Mikhail Ulyanov.

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, discursa durante as celebrações do ano novo iraniano, em Teerã, Irã, 20 de março de 2021

© AFP 2021 / Presidência do Irã

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, discursa durante as celebrações do ano novo iraniano, em Teerã, Irã, 20 de março de 2021

EUA querem ‘debater’ boicote às Olimpíadas de Inverno de 2022 em Pequim

Os EUA querem debater com seus aliados a possibilidade de boicotar as Olimpíadas de Inverno de 2022, que será sediada pela capital chinesa, Pequim, alegando preocupações com os direitos humanos. “É algo que certamente queremos discutir”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, nesta terça-feira (6). A medida, no entanto, se torna cada vez mais polêmica no debate doméstico. O presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu o cancelamento de final de basebol no estado norte-americano da Geórgia, após nova lei estadual dificultar o acesso às urnas por exigir a apresentação de título de eleitor. O ex-secretário de estado dos EUA, Mike Pompeo, escreveu em rede social que “Se você mora na China continental, não precisa apresentar título de eleitor, uma vez que não tem nenhuma eleição sendo organizada”. A China denunciou os pedidos de boicote e nega que cometa violações de direitos humanos em seu território.

Funcionários dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 durante evento teste em parque aquático em Pequim, China, 1º de abril de 2021

© REUTERS / Tingshu Wang

Funcionários dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 durante evento teste em parque aquático em Pequim, China, 1º de abril de 2021

Hamas condena prisão de político palestino por Israel

Nesta quarta-feira (7), o Hamas condenou a prisão pelas forças israelenses de Hassan al-Wardiyan, seu candidato nas próximas eleições na Cisjordânia ocupada. “A prisão de Hassan al-Wardiyan […] é uma interferência grosseira no processo eleitoral palestino que reflete os esforços árduos de Israel para interrompê-lo”, disse o porta-voz do movimento, Fawzi Barhoum. O Hamas pediu apoio de organizações internacionais para reverter a decisão israelense. No início do ano, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, aprovou a realização das primeiras eleições em 15 anos nos territórios ocupados, a serem realizadas entre maio e julho.

Mulheres caminham em rua na cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, 6 de abril de 2021

© AFP 2021 / Said Khatib

Mulheres caminham em rua na cidade de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, 6 de abril de 2021

Austrália testa União Europeia ao pedir a liberação de doses de vacinas

Nesta quarta-feira (7), a Austrália informou que vai solicitar à União Europeia que libere mais de três milhões de doses de vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca, após Bruxelas negar que estaria bloqueando a exportação de imunizantes. A União Europeia negou ser responsável pelas dificuldades da farmacêutica em honrar os seus contratos e disse não ter impedido a exportação de doses para a Austrália. Em março, o bloco europeu bloqueou a exportação de 250 mil doses de vacinas contra a COVID-19 para Camberra, alegando a escassez de imunizantes no bloco. A farmacêutica britânica AstraZeneca produz parte significativa de seus imunizantes em planta localizada na Bélgica e sofre pressão para dar prioridade para a União Europeia na distribuição de vacinas.

Fonte: https://br.sputniknews.com/hoje-atualizado/2021040717280637-ManhcomSputnikBrasildestaquesdestaquarta-feira7deabril/

Jacinto Pereira
Jacinto Pereira
Jacinto Pereira de Souza, Radialista, Historiador e Policial

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