Rússia confirma resolução pedindo ao chefe da ONU que investigue a sabotagem do Nord Stream

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fala durante uma reunião de alto nível do Conselho de Segurança sobre a situação na Ucrânia, em 22 de setembro de 2022 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2023

© AP Photo / Mary Altaffer

A missão russa na Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou a circulação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que solicita ao secretário-geral Antonio Guterres que investigue a sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2, disse o enviado russo adjunto no órgão Dmitry Polyanskiy.

Segundo o diplomata, a Rússia tentará realizar uma votação sobre o tema já na semana que vem.

“Hoje, circulamos no Conselho de Segurança um projeto de resolução sobre a realização de uma investigação internacional independente sobre a interrupção do Nord Stream sob os auspícios do secretário-geral da ONU. Buscaremos uma votação na próxima semana”, disse Polyanskiy na sexta-feira.

No dia 8 de fevereiro, o jornalista investigativo norte-americano e ganhador do prêmio Pulitzer, Seymour Hersh, revelou, em artigo intitulado “How America Took Out The Nord Stream Pipeline” (Como a América tirou o gasoduto Nord Stream, na tradução), publicado no Substack, que mergulhadores da Marinha dos EUA plantaram explosivos para destruir os gasodutos Nord Stream no ano passado.

“Em junho do ano passado, mergulhadores da Marinha [dos EUA], operando sob a cobertura de um exercício da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] amplamente divulgado no meio do verão [europeu], conhecido como BALTOPS 22, plantaram os explosivos acionados remotamente que, três meses depois, destruíram três dos quatro gasodutos Nord Stream, de acordo com uma fonte com conhecimento direto do planejamento operacional”, escreveu Hersh.

Ainda segundo o jornalista, a decisão do governo norte-americano de sabotar os gasodutos ocorreu “após mais de nove meses de debates altamente secretos dentro da comunidade de segurança nacional de Washington” e que a missão levou todo esse tempo não “por uma questão de não a cumprir“, mas sim “como realizá-la sem nenhuma pista clara de quem era o responsável”.

O repórter investigativo Seymour Hersh gesticula durante um painel de discussão em San Jose, Califórnia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 16.02.2023

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Hersh também apontou que, “desde seus primeiros dias, o Nord Stream 1 foi visto por Washington e seus parceiros antirrussos da OTAN como uma ameaça ao domínio ocidental“.

“Os temores políticos dos Estados Unidos eram reais: [Vladimir] Putin teria agora uma importante fonte de renda adicional e muito necessária, e a Alemanha e o restante da Europa se tornariam viciados em gás natural de baixo custo fornecido pela Rússia”, escreveu o jornalista.

Ao mesmo tempo, o especialista ressaltou que o “Nord Stream 1 já era perigoso o suficiente, na opinião da OTAN e de Washington, mas o Nord Stream 2 […], se aprovado pelos reguladores alemães, dobraria a quantidade de gás barato que estaria disponível para a Alemanha e [o resto da] Europa”, acrescentando que enquanto isso “as tensões aumentavam constantemente entre a Rússia e a OTAN, apoiadas pela agressiva política externa do governo Biden”.

Panorama de Londres, Reino Unido (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2023

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