Rússia e China se pronunciam contra medidas anunciadas no G7: ‘Empenho para fazer contenção dupla’

Bandeiras russa, esquerda e chinesa sobre uma mesa antes de uma cerimônia de assinatura no Grande Salão do Povo em Pequim, sexta-feira, 8 de junho de 2018. A cooperação entre a Rússia e a China está em alta, disse o presidente russo Vladimir Putin seu homólogo chinês, Xi Jinping, em uma reunião na sexta-feira antes de uma cúpula com seus dois países e seis estados asiáticos. - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2023

© AP Photo / Mark Schiefelbein

Chanceler russo disse que Ocidente está pressionando países para cortar laços comerciais e econômicos com a Rússia. Já Pequim relembrou que o tempo em que “alguns países do Ocidente interferiam arbitrariamente nos assuntos internos de outros países acabou para sempre”.

Neste final de semana está acontecendo a cúpula do G7 no Japão. Antes mesmo do evento acontecer, já era ventilado na mídia que os países anunciariam medidas contra China e Rússia.

E o que aconteceu não foi diferente disto. Na sexta-feira (19) foi divulgado, durante o evento, novas sanções contra Moscou por diversas nações presentes e hoje (20) os países do grupo anunciaram a criação de uma plataforma para combater a coerção econômica com foco em Pequim.

Moscou se pronunciou através do chanceler, Sergei Lavrov, o qual disse que as decisões da cúpula do G7 visam conter Rússia e China.

“Entramos em uma fase de confronto agudo com um bloco agressivo composto pelos Estados Unidos, a União Europeia e OTAN. Olhe para as decisões sendo discutidas e tomadas hoje [20] em Hiroshima na cúpula do G7 que visam a contenção dupla da Rússia e da República Popular da China. A tarefa foi definida em voz alta e abertamente: derrotar a Rússia no campo de batalha, mas não parar por aí, mas eliminá-la como um competidor geopolítico”, afirmou o chanceler neste sábado (20) em uma assembleia do think tank russo Conselho de Política Externa e de Defesa.

Já Pequim se pronunciou também através de sua chancelaria e disse que se opõe firmemente à declaração conjunta do G7. O país asiático reclamou diretamente ao organizador da cúpula, o Japão, segundo a Reuters.

Da esquerda à direita, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu; Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália; Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá; Emmanuel Macron, presidente da França; Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão; Joe Biden, presidente dos EUA; Olaf Scholz, chanceler da Alemanha; Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido; Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, posam para foto de família durante visita ao Santuário de Itsukushima, Ilha de Miyajima, Japão, no âmbito da Cúpula de Líderes do G7, 19 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 19.05.2023

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O Ministério das Relações Exteriores da China disse que o G7, desconsiderando as preocupações chinesas, a atacou e interferiu em seus assuntos internos, incluindo Taiwan. A China expressou sua forte insatisfação e apresentou severas representações ao Japão.

“Independentemente das sérias preocupações da China, o G7 insiste em manipular questões relacionadas à China, difamando, atacando e interferindo violentamente nos assuntos internos da chineses. A China expressou forte insatisfação e firme oposição a isso e fez sérias representações ao organizador da cúpula, Japão e outras partes relevantes”, disse o ministério.

A pasta também argumentou que o tempo em que “alguns países desenvolvidos do Ocidente interferiam arbitrariamente nos assuntos internos de outros países e manipulavam os assuntos globais acabou para sempre” e instou o G7 a “se concentrar em resolver seus próprios problemas, parar de formar grupos fechados e exclusivos, pare de conter e oprimir outros países, pare de criar e provocar confrontos entre campos e volte ao diálogo e à cooperação”.

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