Fiquem de olhos abertos para o que acontece no mundo e na Ufologia

Written by jpsouza. Posted in Evento

 

Desde muito eu tenho lido matérias sobre a nova ordem mundial e o possível governo único do mundo, principalmente no que diz respeito a quem se opõe a esse tal governo. Depois de ler várias citações, eu fiquei imaginando que talvez tivessem razão. Uma das matérias sobre estas coisas, a qual eu tive acesso já fazem alguns anos, dizia que não haveria a partir dos anos oitenta, guerras com uma nação lutando em campo de batalha com outra, as guerras seriam contra grupos ou organizações. Eu ficava me perguntando como seria isso e depois de algum tempo acho que achei a resposta, realmente isto já vem acontecendo a algum tempo, que é a tal guerra contra o terrorismo, envolvendo a OTAN e a ONU. Acho que realmente isto está se concretizando após o ataque às torres gêmeas, no tão badalado ONZE DE SETEMBRO. já vão quase dez anos que essa tal guerra ao terror vem acontecendo em vários locais do Planeta Terra e eu não vejo um clima de união das nações contra o terrorismo, que justifique o estabelecimento de um centro único mundial de comando contra as ações terroristas. Ai eu comecei a interrogar os meus botões sobre o seguinte: Se essa ação contra o terror não empolgou a maioria das nações, para justificar a criação de um controle do planeta por um poder estabelecido para isso, então qual seria um fato que poderia unir o mundo contra ele? Vasculhando a minha memória eu lembrei de ter lido num dos livros de Erick Von Daniquen que Ronald Reagan (presidente americano), havia dito num discurso em Genebra, para justificar um programa de defesa de seu governo, chamado Guerra nas Estrelas, que bastaria uma ameaça vinda de fora da Terra, para unir todos e tornar insignificante as nossas brigas (guerras) internas. Isto me ascendeu uma luzinha no meu cérebro sobre o seguinte: Se todo mundo ignorar a presença extraterrestre, nunca se poderia imaginar uma invasão deles à Terra. Mas, se todo mundo souber da existência deles, reconhecida a sua realidade pelos governos mundiais, aí sim, poderia se acreditar também numa possível interferência deles em nossa sociedade terrestre. Agora isto está acontecendo, todas as nações importantes estão liberando seus arquivos ufológicos. Então, das reflexões com meus botões, vem o seguinte pensamento: Difundindo-se que os extraterrestres são maus e que estão interessados em nossas riquezas, nossos animais (mutilações), em nós (abduções) ou na ocupação do planeta, Seria possível sim unir todas as nações. Diante disso eu me lembrei dos filmes já produzidos sobre isso:Invasão por marcianos; por outras raças a procura de troféus humanos; extraterrestres alterando nosso clima para possibilitar a permanência deles aqui e ainda outros mexendo em nosso DNA, criando raça híbrida, para irem se adaptando mais rápido antes de nossa eliminação total. Com base nisso eu já expressei para alguns de meus amigos, questionando mesmo por quê de repente, o mundo inteiro (menos os EUAs), libera arquivos governamentais ( principalmente de suas forças aéreas), de aparecimento de Óvnis. Como combater terrorista não deu para unir as nações, seria então a próxima etapa e a principal para unir o mundo num só comando, divulgar um possível ataque alienígena de tal magnitude (como o Independence Day), que só poderia ser vencido se todas as forças terráqueas estivessem unidas sob um só comando.

Amanhã, sexta, 26/08/16, estaremos reunidos mais uma vez para falar de Ufologia. O evento acontecerá a partir das 19 horas na rua Coronel Diogo Gomes 998 – Centro Sobral. Maiores informações pelo 88 999210172 ou pelo 88 988477189. Você está convidado.

Meu neto Levih parabenizando sua vovó Lucimar

Written by jpsouza. Posted in Evento

 

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Minha esposa Lucimar festejou ontem os seus primeiros 60 anos de idade juntamente com parentes e amigos. Na foto, Eu, nosso filho Dennis e nossa filha Denise com seu garoto Levih. Que seus dias sejam sempre cheios de alegrias e bênçãos divina. Que nunca lhe falte a harmonia familiar. Muito obrigado a todos que nos visitaram para lhe parabenizar.

Detalhes que eu observo em candidatos a cargos executivos

Written by jpsouza. Posted in Opinião

No sábado passado fiquei parado por um tempão por causa atividades políticas no Acaraú e na Santana. Ambos fecharam a rodovia, impedindo os usuários de passar. Acho isso não só falta de organização, mas também falta de respeito ao Direito Constitucional do Cidadão ir e vir. Quem age assim não terá meu voto. Candidato desorganizado na campanha, também será desorganizado na gestão.

Tomando providência junto as autoridades policial e ambiental sobre o absurdo abaixo

Written by jpsouza. Posted in Meio Ambiente

Já estive na cidade de Acaraú, na Delegacia da Polícia Civil e fiz um boletim de ocorrência e amanhã visitarei o Instituto Chico Mendes, para formalizar a denuncia do atentado ambiental e à minha propriedade rural. Fato acontecido na divisa de minha propriedade e a do senhor Camerindo em Cavalo Bravo.

Na matéria anterior sobre o assunto, constam várias fotos que se somam a estas abaixo.

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Este é o beco, após o buraco, a parte que ainda não foi danificada

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Dá para ver a casa do senhor Camerindo, sogro do operador da máquina.

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A altura da rampa, vista de  dentro do buraco.

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A profundidade do buraco, vista de cima do barranco.

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Como ficou minha cerca, flutuante.

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Areia, imagino que tenha vindo do buraco no beco

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A máquina que foi usada para retirar a areia

Um grande perigo para o povo da Comunidade de Preá município de Cruz-CE

Written by jpsouza. Posted in Reportágem

Eis aí fotos de cachorros (vira-latas) que circulam pelas ruas do Preá, alguns, como o da primeira foto, muito doentes mesmo, cheios de ferimentos, já perderam quase todo o pelo e andam com muita dificuldade. Algumas pessoas com quem conversei a respeito desses animais, me informaram que são dezenas de cachorros assim doentes circulando pelas ruas. Pedro Albanos, liderança comunitária, foi um dos que procuraram os agentes de saúde para pedir solução ás autoridades de saúde pública do município, antes que eles contaminem as pessoas com calazar e outras doenças, já que os mesmos insetos que pousam neles, também pousam nas pessoas. Mas até agora, nenhuma providência foi tomada. Imaginem quando os turistas tomarem conhecimento desse problema? Conversando com outras pessoas que estão solicitando solução para o problema, eles me falaram que circulou boatos de que iriam providenciar uma carrocinha para retirar todos os cães das ruas e dar uma solução adequada, mas até agora, nada de concreto.

Com a palavra, as autoridades da Saúde Pública com jurisdição na localidade.

Nós todos da comunidade e os visitantes, aguardamos solução urgente.

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Reator nuclear de 2 bilhões de anos é encontrado na África

Written by jpsouza. Posted in Arqueologia

YOU ARE AT:Home»Alienígenas do Passado»Reator nuclear de 2 bilhões de anos é encontrado na África

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BY TON MÜLLER ON 29 DE JUNHO DE 2016ALIENÍGENAS DO PASSADO, MISTÉRIO

Em maio de 1972, um funcionário de uma fábrica de processamento de combustível nuclear na França percebeu algo suspeito. Ele havia realizado uma análise de rotina de urânio procedente de uma fonte de mineral aparentemente normal. Como é o caso com todo o urânio natural, o material em estudo continha três isotopos – ou seja, três formas, com diferentes massas atômicas: urânio 238, a variedade mais abundante; urânio 234, o mais raro; e urânio 235, o isótopo que é cobiçado, pois pode sustentar uma reação nuclear em cadeia.

Em outras partes da crosta terrestre, na lua e até mesmo em meteoritos, os átomos de urânio 235 compõem apenas 0,720 por cento do total. Mas nessas amostras, que vinham do depósito de Oklo no Gabão (uma ex-colônia francesa na África Ocidental equatorial), o urânio 235 constituía apenas 0,717 por cento. Esta pequena diferença foi suficiente para alertar cientistas franceses que algo estranho havia acontecido. Análises posteriores mostraram que o mineral de ao menos uma parte da mina estava muito abaixo da quantidade normal de urânio 235: 200 kg pareciam ter sido extraídos – o suficiente para fazer meia dúzia de bombas nucleares.

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Cientistas de todo o mundo reuniram-se no Gabão para estudar esse fenômeno. Eles descobriram que o local onde foi encontrado urânio é um reator nuclear subterrâneo muito avançado, além da capacidade de nosso conhecimento científico atual. Este reator existiu a 1,8 bilhões de anos e estava em operação há cerca de 500.000 anos.

Os cientistas investigaram a mina de urânio e os resultados foram divulgados em uma conferência da Agência Internacional de Energia Atômica. Os cientistas encontraram vestígios de produtos de fissão e resíduos de combustível em vários locais dentro da área da mina.

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Comparado com este enorme reator, nossos reatores nucleares atuais são muito menos impressionantes, meros dispositivos primitivos. Estudos indicam que o reator nuclear da mina de urânio encontrada, tinha vários quilômetros de comprimento. Para um grande reator nuclear como este, o impacto térmico no ambiente chegava a uns 40 metros ao seu redor. Ainda mais surpreendente é o fato de que os resíduos radioativos ainda não escaparam para fora do local da mina. Eles são mantidos no lugar pela geologia da área.

É necessário entender que, o que era tão incrível para todos, era que uma reação nuclear tivesse ocorrido, de tal maneira que o plutônio (subproduto) tenha sido criado, e que a reação nuclear se tinha “controlado”, o que tem sido por muito tempo o “Santo Graal” da ciência atômica.

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A capacidade para moderar a reação significa que, uma vez que esta tenha iniciado, foi possível aproveitar a energia de saída de uma maneira controlada, incluindo a capacidade de impedir a explosão e libertar toda a energia de uma única vez.

Diante desses resultados, a comunidade científica acredita que a mina é um reator nuclear “natural”. Eles concluíram que o mineral teria enriquecido o suficiente, 1,8 bilhões de anos atrás, para produzir espontaneamente uma reação em cadeia. Além disso concluiu que a água manteve a reação moderada, da mesma forma como os reatores nucleares modernos usam varetas de grafite e cádmio para que o reator não chegue a um estado crítico e acabe explodindo.

Glenn_Seaborg_-_1964No entanto, o Dr. Glenn T. Seaborg, ex-chefe da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos e Prêmio Nobel por seu trabalho sobre a síntese de elementos pesados, disse que “para o urânio ‘queimar’ em uma reação, as condições devem ser exatamente corretas. Você precisa de água ou outro moderador para frear os nêutrons liberados enquanto cada átomo é dividido de modo que não se movimentem rápido demais para serem absorvidos por outros átomos, mantendo a reação em cadeia. Além disso, o moderador e o combustível devem ser extremamente puros. Mesmo algumas partes por milhão de contaminantes, como o boro, “envenenariam” a reação, levando a uma interrupção. Como poderiam surgir as condições necessárias debaixo da terra em circunstâncias naturais?”, disse Seaborg na revista Time em 1972.

Além disso, vários especialistas em engenharia de reatores observaram que em nenhum momento na história geologicamente estimada dos depósitos de Oklo foi o minério de urânio rico o suficiente em U-235 para que uma reação natural tivesse ocorrido.

Mesmo quando os depósitos foram formados, devido à lentidão do decaimento radioativo do U-235, o material fissionável teria constituído apenas 3 por cento dos depósitos – um nível muito baixo para uma reação nuclear. No entanto, uma reação ocorreu, sugerindo que o urânio original é muito mais rico em U-235 do que poderia ter sido uma formação natural.

Se a natureza não foi a responsável, então a reação deve ter sido produzida artificialmente. É o urânio de Oklo o resíduo de um reator nuclear antediluviano, de uma civilização pré-histórica? É provável que há aproximadamente dois bilhões de anos atrás, tenha existido uma civilização avançada em Oklo, que era tecnologicamente superior à civilização atual.

Como funcionava o reator

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Alex Meshik e seus colegas da Universidade de Washington, determinaram que a reação nuclear funcionava por 30 minutos e, em seguida, era interrompida por 2,5 horas, antes de começar de novo.

“O tempo é característica da água infiltrando nas rochas e, em seguida, sendo fervida uma vez que a reação começa”, disse Meshik. Quando a água ferve completamente, as reações param até nova água ser novamente infiltrada. Esse ciclo impediu uma reação descontrolada. “É incrível que não tenha explodido”, disse Meshik. “Em vez disso, o reator lançava energia em pulsos regulares.”

Estimou-se que o reator de Oklo funcionou por 150.000 anos.

A água é muito boa para abrandar o fluxo de nêutrons e desta forma manter uma reação nuclear sob controle.Embora os cientistas já suspeitassem que a água foi importante para o funcionamento do reator de Oklo, a ideia não foi confirmada até que a equipe de Meshik observou os níveis de gás xenônio nos depósitos de urânio.

Eles perceberam que este gás só poderia ser preso nos depósitos se o reator fosse desligado periodicamente. O estudo foi publicado em uma edição da revista Physical Review Letters.

Embora a água e o urânio não sejam exclusivos das minas de Oklo, nenhum outro reator natural, jamais foi encontrado.

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“É muito estranho que algo aconteceu apenas uma vez na natureza”, disse Meshik, que acredita que o reator de Oklo trata-se de um fenômeno estritamente natural.

Ele explicou que, após o processo de fissão ter terminado, uma mudança geológica fez com que o reator afundasse a poucos quilômetros abaixo da superfície – onde foi preservado da erosão. A poucos milhões de anos atrás, outra mudança trouxe os depósitos de urânio de volta à superfície.

Se o reator nuclear encontrado em Oklo trata-se de uma formação natural, como afirmam os cientistas, porque não se encontrou nenhum outro reator em qualquer parte do planeta? Considerando-se que reservas de urânio justamente com depósitos de água são encontrados em muitos outros lugares, é realmente de surpreender que somente em Oklo esta combinação tenha ocorrido, de forma tão perfeita e precisa, a ponto de manter uma reação nuclear funcionando, por mais de 100.000 anos, com reações regulares e perfeitamente controladas, sem se transformar em uma explosão nuclear “natural”!

Tudo isso porém, fica muito fácil de entender, se considerarmos que este reator foi projeto e construído por uma inteligência, fosse uma civilização antiga avançada, ou por extraterrestres, como sugerem alguns. Pretender que um mecanismo como este encontrado em Oklo foi simples obra do acaso, é o mesmo que supor que relógios, com todos seus mecanismos extremamente precisos, tenham surgido na natureza por mero acidente, sem que ninguém os tenha fabricado. A natureza é capaz de produzir coisas fantásticas, é isso é certo, mas seria capaz de produzir, sozinha, um mecanismo tão complexo como um relógio? Ou um reator nuclear…???

FONTE | Dica do leitor Carlos Spanhol Filho

http://verdademundial.com.br/2016/06/reator-nuclear-de-2-bilhoes-de-anos-e-encontrado-na-africa/

Exterminadores do futuro

Written by jpsouza. Posted in Política

 

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O Brasil era o país do futuro, como negação do presente. Até que o futuro chegou, pelas mãos do pré-sal, passaporte para o futuro do país, no sentido de que asseguraria a autossuficiência energética, permitiria o pais se tornar exportador de petróleo e financiar um salto decisivo na educação e na saúde, com os recursos vindos do pré-sal.

O futuro se abria para o pais, conforme também a auto-estima dos brasileiros era resgatada, gerando um clima de otimismo sobre o futuro do Brasil. Nos tornávamos o país do futuro articulado estreitamente ao presente.

O governo golpista se erige como um exterminador do futuro, na medida em que desarticula o Estado como promotor do desenvolvimento, privatiza setores da Petrobras, incluindo o pré-sal, cortando juntamente os recursos que iriam para a educação e a saúde.

Se instala um governo que nega o passado recente e castra o futuro do país pelas políticas de ajuste, que buscam restringir o país às dimensões do mercado e, em particular, subordina a economia brasileira aos interesses do capital especulativo. Se nega o futuro do país, que é projetado como uma trajetória depressiva, com corte drástico de recursos para as políticas sociais, com a perpetuação da recessão econômica, do desemprego, da pobreza e da desigualdade social.

Pelas mãos desses exterminadores do futuro, o Brasil voltaria a ser o modelo de desigualdade no mundo, retornaria ao Mapa da Fome e ao FMI. As políticas governamentais voltariam a ser ameaças para a grande maioria dos brasileiros e benesses para os bancos e para o grande empresariado nacional e internacional.

A medida exemplar do extermínio do futuro é aquela que desvincula os recursos para saúde e educação, definido pela Constituição, para deixá-las ao sabor do desempenho de uma economia que, sabidamente por essa política econômica, terá desempenho pífio. Faz o mesmo com o salário dos servidores públicos. Em suma, projeta um futuro sempre pior que o presente.

A redefinição dos termos da aposentadoria é outra forma de projetar sombras sobre o futuro do pais. Não apenas porque propõe idade de aposentadoria maior do que a expectativa de vida média dos brasileiros, mas porque propõe que a idade de aposentadoria seja igual para homens e mulheres.

A privatização do pré-sal é o exemplo claro desse extermínio do futuro. Abandonaríamos a perspectiva da autonomia energética, da exportação de petróleo e, principalmente, do passaporte para o futuro que os recursos substanciais para a educação e a saúde representariam para o pais.

Além de tudo, o golpismo desmoraliza a democracia, demonstra que é possível, num marco legal, com a benevolência cúmplice do Judiciário, derrubar uma presidente eleita pelo voto popular, sem nenhuma acusação que o justifique, aplicar o programa derrotado nas eleições e colocar em pratica medidas de retrocesso econômico, social, politico e cultural, impunemente.

É o sonho da direita: um sistema politico blindado ao acesso a alternativas populares ancorado em um parlamentarismo de fato ou de direito, no financiamento privado de campanhas, no voto opcional e na inviabilização da candidatura do Lula.

Seria condenar definitivamente o Brasil àquele pais do futuro sem futuro, de um futuro hipotético, que nunca chega. A pior alternativa para o Brasil é aquela que expropria a esperança do horizonte dos brasileiros. A isso se dedica o governo golpista. Falta combinar com o povo brasileiro, aquele da profissão esperança.

http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/250495/Exterminadores-do-futuro.htm

SEM “MEDO”, DILMA FARÁ SUA PRÓPRIA DEFESA NO SENADO

Written by jpsouza. Posted in Justiça

 

: <p>Brasília - DF, 12/08/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista com Kennedy Alencar para o Jornal do SBT. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR</p>

Presidente eleita Dilma Rousseff confirmou que fará pessoalmente sua defesa na sessão de votação final do processo de impeachment pelo Senado, que terá início na próxima quinta-feira 25; “Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade”, afirmou; ela também está finalizando o discurso que fará aos senadores durante a sessão; sobre a possibilidade de enfrentar a agressividade de alguns senadores contrários à sua permanência no cargo, ela foi enfática: “Nunca tive medo disso. Aguentei tensões bem maiores na minha vida. É um exercício de democracia”

247 – A presidente eleita Dilma Rousseff confirmou que fará pessoalmente sua defesa no Senado na sessão de votação final do processo de impeachment, que terá início na próxima quinta-feira 25.

“Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade”, disse Dilma à Folha de S. Paulo nesta quarta. A data para que ela se defenda, porém, ainda não foi definida. Ela também estaria finalizando o discurso que fará aos senadores durante a sessão.

Ela também disse não temer a agressividade de alguns senadores contrários a sua permanência no cargo. “Nunca tive medo disso. Aguentei tensões bem maiores na minha vida. É um exercício de democracia”, ressaltou.

Sua ida pode prever perguntas de parlamentares, mas ela não é obrigada a respondê-las. “Se eles quiserem que o Brasil veja um show do tipo de 17 de abril (quando foi votada a admissibilidade do processo de impeachment pela Câmara)…”, comentou, sem concluir a frase.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/250241/Sem-%E2%80%9Cmedo%E2%80%9D-Dilma-far%C3%A1-sua-pr%C3%B3pria-defesa-no-Senado.htm

PETROLEIROS DIZEM QUE LAVA JATO DESEMPREGOU 1,5 MI E PREPARAM ATO COM LULA

Written by jpsouza. Posted in Política

 

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula:

“A crise política e econômica que paralisa o país desde o início da operação Lava-Jato já desempregou 1,5 milhão de brasileiros. Enquanto isso, os criminosos corruptos usufruem dos benefícios das delações premiadas, descansando em suas mansões”, diz a convocatório do ato organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e Central Única dos Trabalhadores (CUT); texto destaca que “as indústrias naval e petrolífera são as mais afetadas”; “Sem os investimentos da Petrobrás, que é a principal locomotiva da indústria nacional, a economia do país encolheu 3,8%”, lembram as entidades; protesto com a presença do ex-presidente “em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos” acontecerá no próximo dia 25

247 – A Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizam para o próximo dia 25 um ato com a presença do ex-presidente Lula “em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos”.

Na convocatória, as entidades lembram que “a crise política e econômica que paralisa o país desde o início da operação Lava-Jato já desempregou 1,5 milhão de brasileiros. Enquanto isso, os criminosos corruptos usufruem dos benefícios das delações premiadas, descansando em suas mansões”. “As indústrias naval e petrolífera são as mais afetadas”, destacam.

Leia abaixo a íntegra:

FUP e CNN organizam ato com Lula em Niterói, em defesa dos empregos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) realizarão na próxima quinta-feira, 25/08, um ato em frente ao estaleiro Mauá, em Niterói, com participação do ex-presiente Luís Inácio Lula da Silva, em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos.

Veja a convocatória para o ato:

A crise política e econômica que paralisa o país desde o início da operação Lava-Jato já desempregou 1,5 milhão de brasileiros. Enquanto isso, os criminosos corruptos usufruem dos benefícios das delações premiadas, descansando em suas mansões.

É preciso investigar e punir sem discriminação todos os empresários e políticos que praticam os crimes de corrupção que sangram há décadas o nosso país. Mas é inaceitável que essa conta seja imposta também a classe trabalhadora.

Os impactos da Lava-Jato fizeram encolher em 3,8% a economia nacional. As indústrias naval e petrolífera são as mais afetadas. Só o setor de óleo e gás teve uma redução de 27% nos investimentos nos últimos dois anos. Sem os investimentos da Petrobrás, que é a principal locomotiva da indústria nacional, a economia do país encolheu 3,8%.

O setor metalúrgico foi o que mais sofreu o impacto desse desmonte. Entre janeiro de 2015 e abril de 2016, foram fechados mais de 335 mil postos de trabalho.

A indústria naval demitiu 21 mil trabalhadores e passa hoje pela maior crise desde a retomada do setor, em 2003, quando, por decisão do presidente Lula, a Petrobrás passou a encomendar seus navios e plataformas no Brasil.

A região de Niterói e Itaboraí, principal polo da indústria naval, que chegou a ter 10 estaleiros, hoje só conta com a metade, em funcionamento precário. O resultado são 12,7 mil trabalhadores desempregados.

É preciso reagir à crise causada pela Lava-Jato e interromper o desmonte da indústria nacional. Que os corruptos paguem pelos seus crimes, sem prejudicar a classe trabalhadora.

Todos juntos, no ato do dia 25, com Lula, em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos!

Federação Única do Petroleiros – FUP
Confederação Nacional dos Metalúrgicos – CNM
Central Única dos Trabalhadores – CUT

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/250317/Petroleiros-dizem-que-Lava-Jato-desempregou-15-mi-e-preparam-ato-com-Lula.htm

DILMA ESCULACHA SERRA: ESCÂNDALO O BRASIL QUERER COMPRAR UM PAÍS VIZINHO

Written by jpsouza. Posted in Sem categoria

 

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Durante encontro com movimentos de mulheres no Palácio da Alvorada nesta tarde, a presidente Dilma Rousseff chamou de “escândalo” a denúncia do chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, contra o chanceler interino do Brasil, José Serra, de tentar comprar o voto do Uruguai no Mercosul para se opor à presidência da Venezuela no bloco; “É impossível um chanceler brasileiro tomar aquela atitude em relação a um chanceler uruguaio. O Brasil não pode ser dar ao luxo de achar que compra algum país. Nós não somos imperialistas, nunca fomos. Nós não podemos tratar países dessa forma”, disparou Dilma; sobre sua ida ao Senado, ela anunciou: “Falarei aos senadores com o respeito que eles merecem”

247 – A presidente Dilma Rousseff classificou como “escândalo” a denúncia feita pelo chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, de que o chanceler interino do Brasil, José Serra, tentou comprar o voto do Uruguai no Mercosul para se posicionar contra a presidência da Venezuela no bloco.

“É impossível um chanceler brasileiro tomar aquela atitude em relação a um chanceler uruguaio. O Brasil não pode ser dar ao luxo de achar que compra algum país. Nós não somos imperialistas, nunca fomos. Nós não podemos tratar países dessa forma”, disparou Dilma, em encontro com movimentos de mulheres no Palácio da Alvorada.

Ela reforçou ainda, no evento desta quarta-feira, sua ida ao Senado para apresentar sua defesa antes do julgamento final do processo de impeachment. “Diziam que eu não iria ao Congresso falar aos senadores. Erraram. Eu vou”, confirmou a presidente. “Falarei aos senadores com o respeito que eles merecem”, acrescentou, arrancando risos.

“Em relação à conduta deles, não tenho nenhum temor. Acredito que diante dos olhos do mundo, será importante que o Senado brasileiro honre a sua tradição histórica”, declarou.

“Por isso que no dia 29 às 9 horas eu comparecerei ao Senado. Mas não exclusivamente para fazer a minha defesa, mas a defesa do que eu represento”, afirmou, citando como exemplo “as mulheres desse país”, “os negros, os índios, todas as populações marginalizadas, os sem-terra, as classes média e os trabalhadores”.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/250334/Dilma-esculacha-Serra-esc%C3%A2ndalo-o-Brasil-querer-comprar-um-pa%C3%ADs-vizinho.htm

Crime ambiental na comunidade de Cavalo Bravo

Written by jpsouza. Posted in Meio Ambiente

  Hoje fiquei muito chocado com o estrago que vi com a minha cerca e esse beco, feito por alguém e a mando de algum muito irresponsável. Este existe a dezenas de anos. Aqui é o travessão que separava as terras de meu bisavô Antônio Pereira Brandão e seus vizinhos. Depois de sua morte, esta sua terra foi dividida entre seus 9 filhos. Cada filho recebeu aproximadamente 42 braças de terra a partir deste limite em direção ao nascente. IMG_0278 Quando me entendi por gente, isto era a divisão entre as terras de Luís Rufino e Américo Rocha, que era dono de uma das faixas de terra que pertenceu a Gil Pereira Brandão, herdeiro de Antônio Pereira Brandão. Este terreno me pertence desde 1973, quando comprei da senhora Raimunda Sales Rocha, esposa do já falecido Américo Rocha. IMG_0277 Tamanha foi a raiva que tive ao encontrar o enorme estrago  desta importante via de circulação de nossa comunidade e nas cercas, a minha e a do meu vizinho. IMG_0276 Minha primeira atitude foi tentar descobrir os responsáveis por este infeliz ato. Depois, procurei a polícia ambiental. Uma equipe da polícia me acompanhou até o local para constatação do fato. Vou tomar todas as providências necessárias para que este crime ambiental e o crime contra a propriedade privada, não fiquem impune e o local seja restaurado. IMG_0275 IMG_0274 IMG_0273 IMG_0272 IMG_0271

Intelectuais lançam livro sobre a farsa do impeachment

Written by jpsouza. Posted in Política

 

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O Clacso – Conselho Latino-americano de Ciências Sociais – lançou o livro “Golpe en Brasil – Genealogía de una Farsa”, editado por Pablo Gentili; obra traz contribuições de nomes como Glenn Greenwald, Paulo Kliass, Frei Betto, Adolfo Pérez Esquivel, Luiz Gonzaga Belluzo, Leonardo Boff, João Pedro Stédile, Boaventura de Sousa Santos, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff; livro está disponível para download gratuito na internet

15 de Agosto de 2016 às 17:11 // Receba o 247 no Telegram Telegram

247 – O Clacso – Conselho Latino-americano de Ciências Sociais – lançou um livro em que reúne textos de diversas personalidades, de diferentes áreas, contra o golpe praticado contra a presidente Dilma Rousseff.

A obra “Golpe en Brasil – Genealogía de una Farsa”, editado por Pablo Gentili, secretário-executivo do Clacso, traz contribuições de nomes como Glenn Greenwald, Paulo Kliass, Frei Betto, Adolfo Pérez Esquivel, Luiz Gonzaga Belluzo, Leonardo Boff, João Pedro Stédile, Boaventura de Sousa Santos, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.

Os textos foram escritos entre abril e junho de 2016 e os autores têm como objetivo contribuir para que se compreenda como se prosperou o processo de impeachment contra Dilma e que perspectivas se abrem no “complexo processo de desestabilização da ordem democrática que agora vive o Brasil”, diz texto de divulgação da obra.

“Este livro pretende ajudar a compreender o que aconteceu no Brasil, para que possamos lutar e melhor nos organizar para garantir o retorno legítimo de Dilma Rousseff à Presidência da República. Além disso, para que a esquerda possa enfrentar os imensos desafios que esta terrível experiência nos deixa como uma lição”, completa.

Baixe o livro aqui.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/249877/Intelectuais-lançam-livro-sobre-a-farsa-do-impeachment.htm

Nota da AEPET à sociedade brasileira – A venda da Petrobrás Distribuidora (BR)

Written by jpsouza. Posted in Economia

 

A decisão de venda do controle da Petrobrás Distribuidora (BR), anunciada pelo Conselho de Administração da estatal, é o início do desmonte e privatização da Petrobrás. O motivo alegado é a venda de ativos para redução da dívida da empresa de cerca de R$ 450 bilhões, acumulada por decisões de seu acionista majoritário e controlador, a União Federal, para exportar o petróleo do pré-sal no prazo o mais rápido possível, além de subsidiar o preço dos derivados para controlar a inflação.

2. Dirigentes da companhia afirmam que vender o controle acionário da BR não é privatização. Alegam que a Petrobrás manterá a maior fatia do capital total e que a medida visa maximizar o valor da transação, enquanto os objetivos estratégicos estariam assegurados. É evidente que esses argumentos não se sustentam considerando que é o controlador quem determina a estratégia e a gestão da companhia. Entregar o controle da BR Distribuidora é privatizá-la, não há como garantir que os interesses estratégicos da Petrobrás serão preservados.  O fluxo de caixa futuro será comprometido e a imagem da Petrobras para os consumidores dependerá da gestão de terceiros. O abastecimento de todo o território nacional pode ficar comprometido diante do interesse privado e de curto prazo do acionista controlador.

3. A valorização internacional do dólar, com a consequente queda do preço do petróleo e desvalorização do real, a meta de produção inadequada, a construção simultânea de duas refinarias (RNEST e COMPRJ, sem contar as refinarias Premium do Maranhão e Ceará para exportação de diesel, abortadas na terraplenagem, somadas à ação criminosa de políticos, empreiteiros e executivos de aluguel, além do prejuízo de 80 bilhões de reais pelos subsídios aos combustíveis para controle inflacionário, construíram a dívida atual. 

4. Os seguidos balanços com absurdos valores de “impairment” (reavaliação do valor de ativos), inclusive dos campos de produção, que não estavam à venda, construíram a imagem dos prejuízos contábeis. As grandes empresas internacionais, apesar da queda do preço do barril de petróleo, não fizeram desvalorizações de seus ativos nos níveis praticados pela Petrobrás. Até porquê sabem que este preço oscila. Em 2015 a Petrobrás registrou lucro bruto de R$ 98,5 bilhões e tem mais de R$ 100 bilhões em caixa. No entanto, estes resultados foram transformados em um prejuízo contábil de R$ 34,8 bilhões pela reavaliação de ativos. 

Aliás, é o que os compradores esperam que seja feito – vender ativos em período de baixa – para que os repassem mais à frente com grandes lucros privados e prejuízos da Petrobrás, seus acionistas e o país.

5. O problema da dívida está sendo resolvido com o alongamento de prazos e empréstimos com contrapartida em petróleo a ser produzido. A Petrobrás tem reservas e novas plataformas entrando em operação, vantagem estratégica na relação com credores e países dependentes de petróleo importado. 

A recente desvalorização do dólar, com a recuperação do preço do barril de petróleo e a valorização do real já fez mais para a solução da dívida do que a venda de ativos. A alienação dos ativos fragiliza a integração corporativa, compromete o fluxo de caixa futuro e submete a companhia a riscos desnecessários.

6. Que sentido faz vender a BR, líder no segmento de distribuição, abastecendo o mercado nacional e imagem da Petrobrás diante do consumidor? O mercado interno de distribuição é altamente competitivo com mais de 200 empresas de diferentes portes buscando apenas o filé dos grandes centros urbanos. 

O que dizer da geração de energia elétrica, abastecimento de hospitais, aeroportos e das Forças armadas nos lutares mais distantes? Seriam deixados à própria sorte se não fosse a Petrobrás Distribuidora.

7. A Petrobrás só é forte devido ao Brasil e seu mercado interno e por sua integração do poço ao posto. Do petróleo do pré-sal, passando pelos terminais, dutos, refinarias, distribuidora e postos, há uma rede integrada altamente complexa, cheia de riscos, imprevistos e problemas operacionais que o consumidor não vê ao abastecer seu carro, pegar seu ônibus, ligar seu fogão ou ar condicionado, e ter seu alimento à disposição nos supermercados. 

Imagine-se sem esta energia da gasolina, diesel, gás de cozinha abastecendo com segurança e regularidade o país.

8. Estão vendendo os dutos que distribuem os derivados por todos o Brasil, construídos e utilizados pela Petrobrás. Agora, é a vez da distribuidora e seus postos. 

Com a empresa desintegrada, sua força – fonte de geração de caixa para seus investimentos, descoberta de petróleo e gás, manutenção de suas reservas e produção, de sua tecnologia em águas profundas respeitada internacionalmente – se esvairá rapidamente.

9. Enquanto o preço do barril de petróleo esteve elevado, a principal fonte de lucros era o segmento de produção, com a queda de seu preço, o lucro transferiu-se para o Abastecimento – as refinarias, o transporte e a comercialização – que em 2015 responderam por R$ 46 bi do lucro bruto. Isto significa integração. 

Desintegrada, produtora apenas de petróleo, estaria com sérios problemas de sobrevivência. Durante alguns anos, as refinarias operavam com reduzida margem de lucro, hoje são as principais responsáveis pelo fluxo de caixa da companhia.

10. É o cenário que se desenha para a empresa ao desintegrá-la, vendendo-a em partes e entregando o pré-sal, última grande descoberta disponível para as grandes empresas internacionais e países desenvolvidos para garantirem seu abastecimento. O fim do regime de partilha, maximizando a riqueza do petróleo para o Estado brasileiro, completará o quadro, transferindo a propriedade do petróleo para o consórcio das empresas produtoras. Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais. O Brasil corre o risco de entrar em novo ciclo do tipo colonial.

11. Passaremos a importar os equipamentos e serviços, técnicos especializados, plataformas alugadas, gerando no exterior os empregos que faltam aos brasileiros desempregados e frustrados. 

Com o real valorizado pela exportação do petróleo do pré-sal alguns poderão consumir produtos importados a baixo custo produzidos na Índia, China, Taiwan, Cingapura, com mão-de-obra análoga a escrava, sem direitos sociais. Os mais afortunados frequentando Miami e Paris para as compras, drenando os dólares recebidos.

Em seguida, o consequente desemprego, especialmente para o trabalho especializado e qualificado, pela falta de competitividade das empresas brasileiras com a valorização da moeda nacional.

Sepultaremos mais uma vez a chance de ter um país desenvolvido, sem desemprego e menos desigual.

12. Enquanto países como a Noruega constroem seu futuro, usando o petróleo como fonte de recursos para fortalecerem suas empresas, gerando empregos de alto nível no país e depositando os recursos em um fundo para garantir as gerações futuras de seus filhos e netos – afinal a riqueza de hoje não pertencem apenas a eles – nossos políticos, governos e homens públicos preferem torrá-lo em uma festa inconsequente e em viagens ao exterior, garantindo o apoio de seus pares.

A sociedade brasileira não pode permitir que este crime contra o país e a Petrobrás seja levado adiante.

Rio de Janeiro, 25 de julho de 2016

Diretoria da AEPET

http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/13653/Nota-da-AEPET-sociedade-brasileira-A-venda-da-Petrobrs-Distribuidora-BR

"PORQUE TANTO ÓDIO DO MORO À ODEBRECHT?

Written by jpsouza. Posted in Opinião

 

Se observarmos a lista de empreiteiras doadoras de campanhas eleitorais, veremos que a Odebrecht aparece em sétimo lugar e assim mesmo doando fração do que doaram as demais (OAS, UTC, ECOVIX, QUEIROZ GALVÂO, TOYO SETAL e ANDRADE GUTIERREZ, pela ordem, sendo que a OAS sozinha doou mais que todas as demais, juntas, a partir do sétimo lugar).
O que justificaria então essa fome de destruir a Odebrecht, de Washington e Moro?
A Odebrecht é hoje uma das maiores e mais importantes empreiteiras do mundo, tocando obras em todos os continentes, em concorrência direta com as empreiteiras norte-americanas e européias.
Quando os Estados Unidos covardemente invadiu o Iraque, matando mais de 100 000 civis e destruindo o país, justificando-se nas calúnias de que Sadhan Houssein estava fabricando armas atômicas, químicas e biológicas (não encontraram sequer indícios disso) a Odebrecht era praticamente empreiteira única no Iraque, construindo gasodutos, refinarias de petróleo, estradas, conjuntos habitacionais… Dando emprego à mão de obra brasileira, levada para lá, para ter salários em petrodólares, e trazendo divisas para cá.
Destruído o país, com a Odebrecht fora, todas as obras da empreiteira brasileira foram herdadas pela empreiteira da família Bush, que está “reconstruindo o país”, recebendo em petróleo.
Se este é um bom motivo para os norte-americanos desejarem o fim da Odebrecht, há outro, muito maior, o know how da empresa, o seu acervo de conhecimentos científicos e tecnológicos.
Em qualquer país do mundo em que se fale na construção de refinarias de petróleo a Odebrecht é imediatamente lembrada, não só como empreiteira, executora das obras, mas como planejadora.
Grande parte dos conhecimentos de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, além da Petrobrás, está nas mãos da Odebrecht.
A Odebrecht é praticamente a única empresa não estatal, no mundo, que tem o domínio do ciclo completo do Urânio, desde a sua mineração, no subsolo, purificação, enriquecimento e uso, seja para fins pacíficos ou bélicos (é a Odebrecht que está construindo a Usina Nuclear de Angra III, é a Odebrecht que está construindo, junto com os franceses, o nosso primeiro submarino atômico, estando em condições de construir a bomba atômica, bastando o governo dar o sinal verde).
Destruir a Odebrecht é questão estratégica para os Estados Unidos.
O Juiz Sérgio Fernando Moro, da primeira instância, em Curitiba, o responsável pela chamada Operação Lava Jato, esteve na Câmara dos Deputados, ocasião em que repetiu Estados Unidos 38 vezes, colocando este país como modelo político, jurídico e constitucional para o Brasil.
Do outro lado, em delação premiada, Marcelo Odebrecht afirmou que deu vinte e três milhões de reais ao Ministro do Exterior, José Serra, dez milhões de reais ao Presidente interino, Michel Temer, e cinco milhões ao Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em espécie, dinheiro vivo.
Mais disse, que José Serra lidera uma quadrilha internacional que age contra os interesses brasileiros, o que era desnecessário dizer, basta ler o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Júnior, contendo reprodução de documentos capazes de colocar Serra na cadeia por algumas décadas, por alta traição ao país.
A acusação de Marcelo bate com outras, principalmente a feita por Fernando Baiano, lobista do PMDB, de que todo o dinheiro saído da Petrobras passou por Madrid, sob a coordenação do marido de uma cunhada de Serra, segundo Baiano, um testa de Ferro de Serra.
Aliás, este é o país dos Fernandos: Collor, Henrique Cardoso, Baiano, Beira Mar e Moro.
É sintomático que a Lava Jato não se debruce sobre o mercado financeiro, fonte de corrupção maior que a da Petrobras; sobre a mídia, corrupta, corruptora e sonegadora, ficando na Petrobras e nas Usinas Atômicas, anunciando que avançará sobre o setor elétrico, limitada ao setor energético, a espinha dorsal de qualquer país.
Na Câmara dos Deputados, recebido de pé e sob aplausos, pelos corruptos que tem isentado na Lava Jato, Moro, depois de cantar loas aos Estados Unidos, diante da pergunta do deputado Paulo Pimenta, do que aconteceria nos Estados Unidos se um juiz de primeira instância, sem ordem judicial, gravasse conversa telefônica entre o ex presidente Bill Clinton e o presidente Barak Obama, como aqui foi feito em telefonema entre o ex presidente Lula e a presidente Dilma, o farsante pediu licença, avisou que o tempo estava esgotado, e como rato diante de gato, fugiu, abandonando o recinto.
Isto explica o poder que ele, junto com Gilmar Mendes, têm sobre o STF.
A Lava Jato é um posto avançado dos Estados Unidos e Moro o seu comandante, fiel aos princípios e interesses dos seus chefes.
Quanto às propinas pagas a Serra, Temer e Padilha, entre outros, isso não vem ao caso, não considerar faz parte da doutrina jurídica praticada por Moro, e que será o mote do próximo artigo.

Francisco Costa
Rio, 08/08/2016.”

Colocada por Edilson Aragão no facebook

Sabatella ao 247: “Esse governo traiu a pátria”

Written by jpsouza. Posted in Entrevista

 

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Em entrevista exclusiva ao 247, a atriz conta, em detalhes, tudo o que aconteceu quando foi alvo de um linchamento moral em Curitiba, por manifestantes favoráveis ao impeachment; “Isso não é possível, isso não é sustentável, um apartheid… não é sustentável um país assim, esse nível de intolerância não é suportável”, diz; “Eu acho que esse impeachment de alguma maneira é um golpe também por isso… ele não tem o intuito de melhorar a situação do nosso país, pelo que estou vendo ele acirra mais essa exclusão dos mais pobres, ele acirra as desigualdades”, analisa Letícia; para ela, “esse governo não é legítimo. Ele é traidor. É um governo que traiu a pátria com a mudança total do projeto do governo que foi eleito. Que não quer combater a corrupção, ao contrário… tem corruptos ali… e inelegíveis… acho que é uma hipocrisia”

5 de Agosto de 2016 às 16:17 // Receba o 247 no Telegram Telegram

Por Alex Solnik, do 247 – No domingo, dia 31/7, a atriz Letícia Sabatella, uma das mais talentosas de sua geração, estrela de filmes, minisséries e novelas de TV e peças de teatro pelos quais sempre recebeu os mais calorosos aplausos do público e da crítica, sofreu um linchamento moral em Curitiba, sua cidade natal, que só não degringolou em algo pior ainda graças à sua atitude pacifista, à sua firmeza, às pessoas que a protegeram e à pronta intervenção da polícia.

Nessa entrevista exclusiva ao 247, ela conta, em detalhes, tudo o que aconteceu naquele dia – “teve um senhor que estava pintado que jogou tinta, me segurou no braço… teve a senhora que instigou tudo aquilo… as senhoras que provocaram aquilo… um linchamento entre aspas, um linchamento moral… eu tentava chegar no olho de algumas pessoas e falar ‘tá errado isso que você está falando… eu não fiz isso o que você está dizendo… eu não sou uma ladra… não roubei dinheiro de nada… nem usei dinheiro da Lei Rouanet’…”

E tudo o que pensa a respeito da divisão instaurada pelo discurso do ódio: “Isso não é possível, isso não é sustentável, um apartheid… não é sustentável um país assim, esse nível de intolerância não é suportável”. “Eu acho que esse impeachment de alguma maneira é um golpe também por isso… ele não tem o intuito de melhorar a situação do nosso país, pelo que estou vendo ele acirra mais essa exclusão dos mais pobres, ele acirra as desigualdades”.

“Acho que esse governo não é legítimo. Não é legítimo. Ele é traidor. É um governo que traiu a pátria com a mudança total do projeto do governo que foi eleito. Que não quer combater a corrupção, ao contrário… tem corruptos ali… e inelegíveis… acho que é uma hipocrisia”… Mas ela acha que nem tudo está perdido: “Eu não tenho certeza se esse impeachment vai passar… Você não destrói facilmente uma força que é tão essencial da humanidade. A força do amor, a força da justiça, a força do desejo de uma sociedade justa”.

O que aconteceu lá em Curitiba?

Aconteceu que, depois de eu sair da minha casa depois de me recuperar de um resfriado forte – fiquei com febre na noite anterior e tudo…

Você é de lá mesmo?

Eu sou de lá mesmo…eu fiquei em casa até mais tarde justamente porque eu estava me recuperando, geralmente num domingo de manhã eu saio com a minha família, a gente vai no Largo da Ordem, ver um concerto, a gente vai ver uma orquestra como se fosse nossa missa…mas aí, quando eu desci, eu pensei em passar mais tarde na manifestação contra o impeachment e quando eu passei na frente do teatro Guaíra estava acontecendo uma concentração da manifestação pró-impeachment e eu passei olhando os cartazes que estavam no Guaíra que estavam pedindo a volta da Polícia Militar, eu fui passando e veio uma senhora amistosamente falar comigo, com sorriso, falando normal e eu fui conversar com ela, uma senhora, dar atenção a ela, não era porque ela estava vestida de verde e amarelo que eu precisaria ser grossa ou ignorá-la. Parei para conversar com ela, no começo era uma coisa amistosa, ela falou “você não vai vir na manifestação”? “Não, eu vou almoçar, se eu for eu vou na outra manifestação”… falei para ela sinceramente. Nisso ela foi chamando as amigas dela, e elas começaram a falar “ah, tira uma foto com a gente”, eu falei “deixa eu passar” e elas foram me enredando, me puxando e uma senhora mais autoritária queria muito forçar uma foto minha com aquele Pixuleco, aquele Lula presidiário, aí é que eu fiquei sabendo que o nome era esse, com uma bandeira e eu falei “não… por favor…”, mas elas foram me puxando e chamando outras pessoas, queriam me pintar, isso foi crescendo e isso foi um diálogo que estava durando um tempo, como eram senhoras eu tomei o cuidado de tentar sair com delicadeza, mas eu vi que a situação foi ficando meio tensa… eu fui desviando pro outro lado…

Você estava sozinha?

Estava sozinha… é, acho que é melhor até estar sozinha porque se alguém vai te defender vira uma briga…enfim, eles estavam querendo tirar um sarro, a coisa foi ficando mais agressiva, mais agressiva a partir do momento mesmo que a polícia, para me proteger, acabou dando mais argumentos para eles, talvez fosse uma técnica para lidar com aquele estado de histeria, os policiais perceberam que a população estava chegando e tentavam me proteger, mas eles foram crescendo mais ainda e gritavam e gritavam e jogavam coisas… tinta, né…quando eu vi que estava todo mundo com celular lá gravando a hostilização eu também liguei o meu celular pra mostrar o que eu estava vendo…até para ter uma defesa…ter uma versão, ter uma verdade do que estava ali…e aquilo eu acho que o celular também me esvaziou de uma outra emoção, reativa, natural que pudesse acontecer…de uma reatividade humana, enfim… embora eu não conseguisse sentir uma reação na mesma moeda porque eu percebia que eles estavam entrando em estado de inconsciente histeria… as pessoas tentando me reduzir, me xingando de várias coisas…por mais que falasse pra elas “não”… eu tentava chegar no olho de algumas pessoas e falar “tá errado isso que você está falando… eu não fiz isso o que você está dizendo…eu não sou uma ladra… não roubei dinheiro de nada…nem usei dinheiro da Lei Rouanet”… Não adiantava eu falar alguma coisa, eu percebi que as pessoas não estavam querendo argumentos, elas estavam querendo justificativas para agir da maneira que elas estavam impulsionadas a agir, fomentadas a agir… eu acho que elas estão recebendo esse aval através de vários discursos de ódio que se fazem pelo país…

É como o caso do impeachment também…tem provas que não houve crime, mas certos senadores insistem que houve crime… ela roubou o país…

Eu sinto que há essa necessidade de pegar um bode expiatório, de criar um bode expiatório para não resolver o problema, destruir aquele bode expiatório… mas você não resolve a crise assim. Acho que a gente tem que arregaçar as mangas e fazer realmente a reforma política, lutar contra a corrupção, prender os corruptos, os bandidos… entrar no âmbito jurídico e fazer o que tem que ser feito, não proteger ninguém de partido algum…

Mas tá na cara que isso é feito contra a esquerda… é como o macarthismo…

Mas o que está acontecendo é que, ao invés de se resolver o problema acho que está se criando bodes expiatórios para destruir pessoas e partidos, estigmatizando…essa necessidade de que para que alguém exista precisa destruir o adversário, aquele que pensa diferente… esse é o perigo que estamos correndo…

Isso é o que faz a direita sempre, a esquerda nunca agride, você já reparou? Quando acabou a ditadura a esquerda não saiu agredindo a direita, não exigiu punição dos torturadores, os torturadores não foram punidos…a esquerda nunca agride a direita, acontece o contrário, é o que estamos vendo hoje, a direita vai pra cima da esquerda…porque a direita é que tem as armas, a direita é que é furiosa… a esquerda é boazinha… a esquerda é boazinha, como você… você é compreensiva, você não usa armas… a direita usa armas de fogo, usa a arma da incompreensão, da intolerância, esse é o choque que está havendo… é o macarthismo… é como aconteceu nos Estados Unidos… não precisava de provas para condenar, bastava delatar…era contra a esquerda… a gente está vivendo a repetição do macarthismo… e o McCarthy agora se chama Sergio Moro…foi ele na verdade quem começou tudo isso…Curitiba é a capital da intolerância!

Eu não quero corroborar o teu discurso na entrevista, embora eu esteja ouvindo o que você está falando.

Eu estou dizendo isso para ouvir a tua opinião…

Mas você faz uma pergunta mais clara, por favor?

Claro…

Porque senão parece que a gente tá…

Como é que se desenvolveu o episódio com você? As pessoas vieram te xingar? Veio aquele cara te xingar, o filho do presidente do Banestado…?

As pessoas se sentiram acobertadas pela multidão, né, a multidão é como se fosse uma máscara… a internet é como se fosse uma máscara… acobertadas por isso elas soltaram sua necessidade de agressividade… que existe isso no ser humano…

E o que esse cara fez? Esse parece ter sido o mais agressivo…

Não sei dizer… todos eles foram muito agressivos… já tinham feito bastante coisas antes…teve um senhor que estava pintado que jogou tinta, me segurou no braço…teve a senhora que instigou tudo aquilo…as senhoras que provocaram aquilo… um linchamento entre aspas, um linchamento moral… e a coisa foi crescendo assim, dessa maneira e está lá no vídeo também…

Você foi isolada pela Polícia Militar. Foi isso?

Tá lá no vídeo… você viu?

Não.

Ahhh… dá uma olhada…eles me fizeram sair da praça… continuaram me perseguindo… continuaram indo atrás… e os policiais queriam me colocar dentro do camburão… para me proteger, claro, mas eu disse “eu não vou para um camburão”… eu achava que a melhor coisa a fazer era a polícia ir para lá, mas a polícia não tinha como dirimir essa visão, era uma confusão armada… então, o que eles fizeram? Eles isolaram aquela reação e foram me tirando dali…queriam me colocar num lugar que eles consideravam seguro, que era o camburão…mas seria uma imagem muito humilhante, uma situação muito errada diante do que estava acontecendo, então eu resisti a isso… e eles não tinham porque fazer isso, eu não estava opondo qualquer tipo de resistência nem estava sendo agressiva, estava apenas filmando…então eles entenderam isso e eu falei “a minha casa é aqui do lado”…eles foram me levando até o portão do meu prédio. Eu fiquei ali e o policial pediu para eu subir enquanto eles estavam gritando muito. Eu falei “eu não vou subir desse jeito, eu acho que o senhor precisa levar eles para a manifestação”. Ele falou: “eu preciso garantir tua segurança”. Falei: “parece que o senhor está cuidando mais para que eles possam continuar fazer isso” e ele falou “não, eu estou cuidando da tua segurança”. Eu concordei com ele, mas falei “eu não vou subir, eu vou ficar aqui na minha casa e acho que é hora de eles voltarem para a manifestação”. Eles falaram: “Então nós vamos ficar aqui, porque se alguma coisa acontecer em relação ao patrimônio público é uma responsabilidade nossa”. Eu falei: “Eles não vão fazer nada, se os senhores forem embora eles também vão embora”. Eu fiquei esperando eles se retirarem. Depois que eles se retiraram eu continuei andando na rua com outras pessoas, pessoas que foram se juntando, porque, naquele momento na praça outras pessoas estavam passando para irem para a outra manifestação. E essas pessoas se juntaram a mim, ficaram ali em volta. E me chamaram “vamos lá para a outra manifestação, já está na hora”. Tudo isso durou mais ou menos uma hora e tanto, foi longo, demorou um tempão essa situação… então, nesse momento, já estava na hora da outra manifestação começar… e eu ia com eles para a outra manifestação, só que no meio do caminho eu estava tão cheia de tinta eu falei “eu acho que vou para minha casa, me lavar e depois eu vou”. Aí eu me despedi deles e fui para minha casa me arrumar.

Você chegou a se assustar com isso que aconteceu?

Depois que tudo passou eu e o rapaz que me protegeu e a moça que também me protegeu que estavam juntamente comigo na hora em que a gente voltou, ficaram comigo o tempo todo, a gente se olhou, se abraçou e chorou. A gente chorou, assim, pelo que está acontecendo. Por esse abismo criado, por esse abismo de comunicação com as pessoas que eu tenho certeza que são meus vizinhos… que são parentes de pessoas que eu conheço… provavelmente tem ali parente de alguém com quem eu brinquei na minha infância…então, é uma sensação ruim por isso… mas, por aquele episódio eu confesso que meu sentimento é de tristeza por todas as pessoas que foram envolvidas ali de algum modo. Porque eu percebi que aquilo fugiu de algum modo do controle civilizatório total e de um controle possível, eu acredito que aquilo foi uma sombra que ficou em cima daquela situação e acredito que se nós estivéssemos em outro momento, numa situação em que os discursos de ódio não estivessem tão acirrados, se nós pudéssemos sentar em algum lugar e conversar, boa parte daquelas pessoas não teriam chegado àquele ponto…alguns talvez sim… um ou outro talvez tenha um caráter mais doente nesse sentido, mais maléfico nesse sentido, mas acho que a maior parte das pessoas acabam se envolvendo nessas situações pelo coletivo. Então, meu sentimento é de tristeza pelo que está acontecendo a esse povo, a esse nível de irracionalidade.

Por que você acha que está acontecendo isso?

Eu vejo na maneira antidemocrática com que as pessoas estão lidando com as questões e os discursos de ódio. Os discursos que incitam à intolerância.

Mas quem está liderando essa incitação?

Tem várias pessoas… acho que é possível eu falar isso e as pessoas reconhecerem esse discurso de ódio… quem lê a matéria pode reconhecer o que é esse discurso de ódio e pode reconhecer o que é um discurso consciente. Acho mais importante buscar por um discurso de conscientização, por mais que possa parecer maçante, por mais que as pessoas pensem ah, meu Deus…é melhor isso do que frases de efeito, do que clichês, do que estigmas, do que bulling…coxinha… petralha… Isso é como eu penso, romanticamente falando: a solução é o diálogo.

Mas quem você acha que começou essa guerra, esse discurso do ódio? Foi o Eduardo Cunha, que é um sujeito agressivo?

Eu não sei dizer quem foi que começou, eu acho que isso sempre existe, mas, de algum modo, quando a gente vê isso se tornar o estado das coisas, na voz que mais fala, isso surgiu num crescente em vários lugares, acho que várias coisas podem ter contribuído para chegar a esse ponto. Eu prefiro falar que nesse ponto que está é hora de enxergar o que está acontecendo e dizer: opa, se está nesse ponto é porque não está legal! Isso não é possível, isso não é sustentável, um apartheid… não é sustentável um país assim, esse nível de intolerância não é suportável.

Você acha que em Curitiba a coisa está mais exacerbada que em outros lugares?

Não acredito…

Por causa da Lava Jato…?

Eu não acredito…eu sou de Curitiba também, eu tenho muitos amigos em Curitiba, eu acho que em todas as partes do país, em São Paulo, em Curitiba, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre acontece isso… a gente está vendo o país dividido.

Você acha que foi o impeachment que dividiu o país?

Ahhh…

Ou isso que chamam de impeachment…

Eu, pessoalmente, tendo a acreditar que essa forçação por esse impeachment realmente piorou, mas acho que o país já estava dando sinais de que isso pudesse acontecer se não se tomasse muito cuidado. O país é dividido, a gente tem essa divisão. A gente estava caminhando na construção de uma igualdade crescente…de acabar com a desigualdade… mas ainda realmente muito longe de acabar com a desigualdade… e eu acho que esse impeachment de alguma maneira é um golpe também por isso…ele não tem o intuito de melhorar a situação do nosso país, mas, pelo que estou vendo, ele acirra mais essa exclusão dos mais pobres, ele acirra as desigualdades. As leis e o que está sendo aprovado, o que está sendo conduzido nesse governo interino aumentam ainda mais esse abismo social e fatalmente contribuem para esse abismo que a gente está experimentando.

Esse conflito que está havendo ocorre dentro da classe média, não é? Não é um conflito entre pobres e ricos, não acha? É a classe média que está em conflito, não é?

Não sei dizer…

Por exemplo, o que aconteceu com você em Curitiba, foram pessoas de classe média que te agrediram…

Eu não sei dizer…

Os pobres não estão saindo para a rua… os pobres sofrem, mas não são eles que vão à Avenida Paulista…

Eu acho que estão indo para rua também…

Os movimentos sociais organizados, sim…

Essa estigmatização dos movimentos me preocupa. As pessoas que estavam na praça pedindo a intervenção militar querem acabar com os movimentos sociais, elas vêm tudo como nocivo…e é importantíssimo… quando a pobreza se organiza em movimentos isso é uma solução, porque é um caminho mesmo, cidadão, muito melhor do que a marginalidade… do que a desintegração, do que a deterioração. O que eu percebi foi isso naquelas pessoas ali, acho que ali também era a concentração das pessoas mais intolerantes que existem em Curitiba, naquele lugar especificamente…

São as pessoas que estão ocupando os espaços…

É…

Eu estava vendo hoje a sessão da comissão do impeachment…

O que está acontecendo com nosso Congresso, o que está acontecendo com nosso Senado…eu sinto por isso também, está na hora da gente abrir muito os olhos para que tipo de sociedade a gente está aceitando, está digerindo…

Por que você acha que a Dilma perdeu a maioria que tinha?

Eu acho que o início do segundo mandato dela foi bastante decepcionante…realmente… no que tange às questões indígenas, no que tange a várias questões… foi uma coisa que decepcionou…dentro do projeto de governo que foi sugerido. Não acredito que seja uma responsabilidade somente dela…ali havia uma coligação PT-PMDB… ali havia o Eduardo Cunha… ali havia o Temer…ali havia todas as pessoas que estão no poder… então não dá para entender onde está o problema, porque depois de tirar tudo da Dilma ainda ficou pior… não melhorou nesse quesito…nessas questões mais sociais, essas questões mais emergentes do nosso país, então fica mais claro ainda qual era o problema daquele governo que não foi tão bem aceito logo no começo e que fez ela perder essa maioria. Eu não votei na Dilma…sinceramente…

Em quem você votou?

Eu acabei não votando porque eu estava viajando e trabalhando. No primeiro turno eu votei nos candidatos do PSol… no segundo turno eu acabei não votando… mas eu não estava contente, assim, eu não estava contente com a eleição, eu não achava que o caminho era o Aécio Neves, mas também não estava confiante no caminho da Dilma… eu achava que talvez fosse o menos pior…mas eu não estava satisfeita com o governo dela…por causa das questões ambientais, das questões indígenas…reforma agrária… o mesmo modelo de desenvolvimento ainda estava sendo privilegiado…mas é uma realidade que eu, ao longo desse processo todo de impeachment, disso tudo, eu fui compreendendo a dificuldade de se fazer uma mudança, uma transformação social mais efetiva, dentro desses limites. Como a gente conhece a história do nosso país, a gente sabe com que forças arcaicas a gente lida, eu estou compreendendo isso, eu entendo qual é a intenção deles.

Qual é a intenção?

É o que a gente está vendo… não é de acabar com a corrupção…com certeza não é.

Tanto que o ministério Temer é formado por envolvidos em corrupção, quase todos. O próprio Temer. Como é que você descreveria o Temer?

Irreconhecível como presidente. Eu não consigo achar que ele é uma pessoa que em 2016 no Brasil pós luta pelas Diretas possa reconhecer como presidente.

E o passado dele é todo de repressão… foi secretário da Segurança Pública…

É. Ele tem muito pouca aprovação, também. Ele não seria eleito pelo voto.

Ele teve poucos votos até como deputado. Foi eleito graças aos votos de outros candidatos, graças ao voto de legenda…

Ele escalou o poder, não foi eleito.

Você acha que essa situação dura? O impeachment vai ser aprovado?

A gente continua com o mesmo Senado que votou no primeiro turno… então é difícil…

Por mais que se tenha provas… é a mesma situação que você enfrentou na praça…por mais que você tentasse argumentar, não adiantava…

É autoritário, é de cima pra baixo…

Eles já decidiram que é assim. Por mais que se diga, por mais que se prove que não houve crime…continua o mesmo discurso… de cima pra baixo… como é que você chamaria isso?

Autoritarismo.

Como serão esses dois anos pela frente? Parece que não tem jeito mais…

Eu não sei. Eu realmente não sei. Eu não tenho certeza se esse impeachment vai passar…

Você tem esperança ainda? Será que a Olimpíada muda alguma coisa?

Sim, eu tenho esperança, porque há um crescimento da consciência, ao mesmo tempo…muitas pessoas não estão aceitando isso… eu estou percebendo pela reação das pessoas ao que aconteceu comigo, ao que tem acontecido com o país…que existe algo a se fazer a respeito do que está acontecendo. Você não destrói facilmente uma força que é tão essencial da humanidade. A força do amor, a força da justiça, a força do desejo de uma sociedade justa. Existe, de fato, e ela é muito grande. Ela luta, ela sonha, o sonho é muito forte. O sonho se realiza, vira concreto. Vira obra de arte, vira manifestação, vira evento…vira… transforma em coisas…tem gente sonhando com coisa melhor do que está… então isso existe. E isso é forte. Essas duas forças contrárias que existem nas populações do mundo inteiro, o yin e o yang… os craôs falam de sol e chuva… o equilíbrio delas é que faz as coisas estarem bem. O excesso de uma força, o autoritarismo, somente essa força mais dura e conquistadora, que é o yang não é suficiente, como também somente o yin não é…é o equilíbrio entre essas duas forças que vai dar certo…que existe esse contrário… não é possível querer que não exista essa oposição e que temos que ser todos iguais, pensar do mesmo jeito e agir da mesma maneira… isso é nazismo… isso é um perigo! Isso é errado! O mais saudável é a gente reconhecer que a gente vai ter que dialogar com a força contrária. A gente vai ter que dialogar com aqueles que são os mais incisivos e com aqueles que querem ser mais receptivos e amorosos. Tem que dialogar com essas duas forças para construir o que seja íntegro. E tem que querer essa coisa íntegra. Não pode querer “não, tem que ser do meu jeito” e achar que tomou o poder à sua vontade egoísta… não tomou o poder… existe o outro… nem se você o matar você vai fazer conseguir com que ele não exista. Essa força existe. Nem mesmo a morte acaba com ela. Então, eu não acredito na destruição total de um sonho. Eu não acredito que isso aconteça, isso não acontece.

Você acha que não vão conseguir prender o Lula?

Não, eu não sei… eu não sei o que está acontecendo…não sei se estão querendo prender o Lula…

Agora o transformaram em réu…acusando-o de obstrução de justiça, algo que nem existe no código penal…

Eu não estou acompanhando isso, não.

Estão acontecendo coisas absurdas… você acha que estamos vivendo algo parecido com estado de exceção? Ou é uma democracia arranhada?

A gente está com uma democracia arranhada, correndo o risco de entrar num estado desses. Onde haja… eu não sei… eu não vou dizer que a gente está ou não está… porque eu estou vendo resistência e luta. Então acredito que chegue a ser impossível esse tipo de coisa ter sucesso. Acho que está tendo muita luta e resistência para não acontecer isso.

Você acha que a Olimpíada é capaz de mudar o clima?

Não sei…

O que você pensa dessa Olimpíada?

Ainda não estou com espírito muito esportivo para essa Olimpíada, mas estou vendo essas coisas tipo essa do sujeito com a tocha, de ontem… tão bonita aquela manifestação dele… o protesto dele foi a coisa mais linda, a bandinha tocando e ele com uma sunga escrito “Fora Temer” na bunda… (risos) foi tão poético… aquilo foi muito bonito. Tem coisas que estão acontecendo que quebram essa caretice que está julgando… condenando… é uma caretice falso moralista, que xinga de puta, de vagabunda, de vadia, de ladra do PT… essas coisas que estão estigmatizando as pessoas… as pessoas parece que não podem sair da linha… meu Deus, tem que usar a gravatinha e o cabelo segundo a igreja manda…talvez tenha esse tipo de pessoas que estão achando que vão ter que viver nesse tipo de hipocrisia… mas também tem muita gente quebrando a caretice! Os próprios movimentos dos artistas que estão no Ocupaminc…é uma resistência a isso… não, o nosso país é diverso, a nossa cultura é rica…e a defesa da cultura nesse momento não é uma coisa segregadora…de forma alguma… ela é a nossa identidade… ela é a identidade do povo brasileiro… a cultura está resistindo…tá tendo muita expressão dessa força… dessa beleza… dessa diversidade…e resistindo a tudo isso, através dos jovens, dos estudantes, das mulheres, dos movimentos feministas que estavam tão quietos, tão relegados… de repente eles ficaram essenciais. E as pessoas passaram a nem ter pudor. Não é um extremismo ser feminista. É uma busca por justiça, por igualdade. Mas eu gostaria de poder ter conversado… aquilo que as pessoas fizeram ali naquele momento tornou impossível a gente quem sabe um dia se encontrar e conversar…porque eu queria tentar entender o que faz uma pessoa acreditar que a intervenção militar é o melhor… e conversar com ela sobre isso…é realmente o melhor? Vamos conversar sobre isso? Não, não, ali não tem possibilidade mais de conversar… é porque é! Quer uma coisa mais autoritária e ditatorial do que isso?

Ninguém quer ditadura no mundo! Todo mundo quer democracia!

Polícia pra quem precisa de polícia…mas pelo modo como eles reagiram ali…

Eles não sabem o que é uma ditadura… na ditadura o cara entra na tua casa e te prende… entraram na minha casa de metralhadora e me prenderam.

Você foi preso na ditadura?

Sim. No DOI-Codi. Tocaram a campainha da minha casa às seis da manhã, invadiram minha casa com metralhadoras…

Caramba…

Dando socos… me levaram para a viatura…

E fizeram o que? Você tinha que prestar depoimento?

Me prenderam por 45 dias…

Não falaram nada?

Falaram. Falaram que eu era o “Hippie da AP”, o que eu nunca fui. E sabe que provas eles arrumaram contra mim? Um livro chamado “Maravilhas do conto russo”…

Meu Deus! Que ignorância! São estúpidos no poder… a gente não pode deixar que tenha estúpidos no poder…tem que ter sábios no poder…

Você já leu os poemas do Temer?

Isso é uma coisa que é muito necessária… na minha experiência na tribo craô… eu participei de algumas assembleias deles…quando eu cheguei lá eles pediram para fazer um documentário, foi produzido o documentário, foram anos produzindo…no dia em que cheguei lá para filmar eles fizeram uma reunião com todos da aldeia que tinham se juntado para a festa que a gente ia filmar, tinha uns 300 e a gente passou a noite inteira, todos eles começaram a questionar… porque alguns levantaram a discussão de que precisavam de dinheiro, mais dinheiro…eu já tinha separado um valor que tinha mandado pra aldeia…eu não estava ganhando nada, estava revertendo meu cachê para fazer benesses para a aldeia…o direito autoral, a renda toda revertida para eles…tudo era para eles… e aí teve esse tipo de paralisação do processo…que me deixou meio chocada… foi feita uma assembleia pelos “parris” mais velhos…todos os que quiseram falar, falaram… os mais revoltados, os mais ignorantes… “esse dinheiro podia fazer ponte em vez de fazer filme”…falaram, falaram, falaram e você tem que ouvir… pacientemente… depois as pessoas da produção explicaram o processo, como é que foi, de onde veio o dinheiro para esse filme, que era um dinheiro que poderia fazer um filme da Xuxa, uma comédia, uma animação e podia fazer um filme para os craô… não era dinheiro pra fazer ponte…aí eu falei qual foi o meu processo… por último falaram os “parris” mais velhos e mais sábios… eles apaziguaram todo mundo… e acabou, nunca mais teve problema…todos podem falar, mas a sabedoria tem a última palavra…o que temo pelo nosso país é que a gente dê a nossa última palavra para os mais idiotas…pros mais estúpidos… ou pros comentários os mais ignorantes… talvez seja melhor colocar na entrevista que a gente dê a última palavra para a estupidez, para a ignorância, para o desconhecimento… é isso que a gente tem que tomar cuidado… a gente tem que ouvir todo mundo, mas que a gente ouça no final a voz da sabedoria.

Você acha que Sergio Moro faz parte da sabedoria ou da estupidez?

Não sei. Tem horas que acho que faz parte da sabedoria…tem horas que eu fico um pouco preocupada com o fato de… porque ele realmente está fazendo um trabalho a serviço de acabar com a corrupção. Eu quero que a Lava Jato continue existindo. Eu quero que o combate à corrupção continue existindo no país. Mas, eu não estou vendo o Eduardo Cunha ser preso… não estou entendendo porque as pessoas que a gente está vendo que estão mais prejudicando o país ainda estão dando as cartas no nosso país.

O Renan Calheiros tem nove processos na Lava Jato e é o terceiro homem mais poderoso do Brasil…

Isso eu não estou conseguindo avaliar dessa maneira. Eu acreditei num momento, quando estavam começando a vazar os áudios do Sérgio Machado… opa, então é uma coisa neutra…

Mas ele foi calado, né?

De algum modo existe uma força muito antidemocrática…dirigindo o que está acontecendo no país… eu não sei de onde ela vem…eu não sei quem pode ser responsabilizado por isso…se somos nós, os cidadãos que devemos ser responsabilizados…ou se nós realmente deveríamos tomar as rédeas e garantir a nossa cidadania…

O que assusta, por exemplo, é o Moro soltar o João Santana e proibi-lo de trabalhar em campanhas políticas…

Eu acho que estou falando muito… a gente começa a entrar muito no âmbito político, Alex…eu não sou essa pessoa… não sou uma vereadora…

Eu sei que você não é… é a sua opinião como cidadã…tem as leis… na constituição está escrito que é livre o exercício da profissão… você não pode ser proibido de trabalhar…parece que o combate à corrupção é dirigido para certas pessoas…o PT não pode participar de corrupção… prendem o marqueteiro, o tesoureiro, mas o tesoureiro do PMDB não foi preso…é o que você estava falando… não sei se você concorda…

Eu estou ouvindo o que você está falando…não é uma pergunta, né, é uma colocação sua…

Estou colocando para você dizer o que pensa…

Eu acho que falei o que eu penso…eu não quero instigar essa polarização…

Não, claro que não… você acha que a imprensa instiga?

Eu acho que de vários lugares se instiga essa polarização…por parte dos cidadãos… por parte da imprensa…por parte das lideranças… lideranças religiosas instigam essa polarização… essa inimizade…a discussão é saudável… mas a inimizade, a necessidade de que o outro não exista, que seja destruído, que seja humilhado…isso é uma coisa que tem vindo de muitas lideranças…intolerantes…

Essas lideranças religiosas são de onde?

Acho que lideranças políticas também estão fazendo isso… acho que lideranças de vários setores…

Você acha que religiosos deveriam ser políticos? Quem começou isso parece que foi o Edir Macedo…

Eu não vejo problema em um religioso se tornar um político… o problema é a política ficar religiosa…não a política ficar espiritualizada, ficar evoluída, ficar tolerante… isso é uma coisa… mas ficar religioso nesse sentido…a política ficar impregnada de dogmas, de coisas que são questionáveis… para um país que é tão diverso… isso eu acho perigoso…usar a religião para as pessoas votarem em nome de Deus… em alguém que tem desejos escusos com esses votos…isso é muito perigoso… os falsos pastores…porque você pega as pessoas no inconsciente delas…manipulando a boa vontade de muita gente…a pessoa quer acertar… o fiel, o devoto ele quer agradar a Deus…e se você colocar para o devoto que Deus está querendo que ele vote naquele candidato, porque ele é um candidato eleito por Deus, porque ele é um pastor, isso é manipulação. A pessoa tem que ter o direito de ser um devoto, de ir à igreja e ter a possibilidade de ver os projetos técnicos que são importantes para a cidade dela, para a rua, para a população e escolher isso conscientemente, movida pelas melhores intenções que ela carregou, da sua espiritualidade, da sua religiosidade própria, ela pode ter a sua escolha, ela pode ser uma cidadã também. Na mesma igreja tem pessoas que votam no fulano e que votam no sicrano; tem cristãos que são do MST, tem cristãos que são petistas, tem candomblecistas que votam no PMDB, tem outras que votam no PT…mas haver uma bancada evangélica dentro do Congresso… não sei…

Eu acho que nem deveria misturar as coisas… o religioso é o religioso, o político é o político…misturar os dois leva à situação que você estava descrevendo… igreja não paga imposto… por que não paga imposto?

Sabe qual é a minha preocupação com a forma da entrevista que é muito interessante como diálogo? É porque, como você faz uma conversa e não uma pergunta objetiva… você vai colocar uma pergunta…

Não, vou transcrever tudo como está…

Eu fico um pouco preocupada com isso…

Eu vou transcrever como você falou… não vou transformar o que eu falo em pergunta…

Eu não queria que você…

Vou transcrever como está…eu falo… você fala… é literal…

Tá… Obrigada. É porque parece que você está criando uma fala que não é minha.

Não, não faço isso…

Obrigada…

O que eu falei vai aparecer na minha boca, o que você falou, na sua… não vou colocar na sua boca o que eu falei…

Eu deveria ter entendido melhor a forma da entrevista…

Vou reproduzir a nossa conversa na íntegra…

Tá…

Como duas pessoas dialogando… você tem a sua visão, eu tenho a minha…

Entendi.

É uma conversa… é o diálogo que você está propondo…o que você acha melhor: a Dilma voltar ou o Temer continuar?

Eu acho muito melhor a gente retomar o nosso estado democrático de direito. A democracia ser garantida. O voto direto ser respeitado. Acho muito melhor a gente ter a reforma política que está sendo evitada por esse governo interino… precisa ter a reforma política… acho melhor o combate à corrupção continuar e acho melhor a gente pensar muito bem quem nós vamos escolher na nossa próxima presidência…muito bem… com o melhor exercício democrático… o melhor dos mundos para mim seria isso…a democracia ser restabelecida…a Dilma chegou a aventar um plebiscito e a gente decidir por novas eleições… é uma proposta que vem como um modo de solucionar essas diferenças…mas eu pessoalmente acho melhor a gente não perder as coisas que estão sendo perdidas…direitos que estão sendo tirados nesse momento…que a gente retomasse a nossa democracia… que a gente fosse respeitado…que o voto do cidadão fosse respeitado…

Você concorda com eleições a presidente este ano?

Não sei… o meu ideal seria não deixar que a democracia fosse ferida dessa maneira…

O teatro está sendo afetado por essa situação do país?

Tem tido mais público… as pessoas estão precisando de bom teatro… de boa cultura… as pessoas estão indo ao encontro disso… embora eu esteja preocupada com a situação do nosso ministério da Cultura…

O que você pensa do ministro da Cultura?

Eu ouvi coisas boas sobre o Calero. Mas, depois, os posicionamentos dele… a maneira como ele tratou a Sônia Braga… também não achei que ele foi feliz…não achei que deu uma resposta muito correta…ele se solidarizou, parece, com o que aconteceu comigo, eu recebi uma mensagem dele… eu agradeço…embora ele não entenda meu posicionamento no Ocupaminc…mas eu também não entendo uma pessoa como ele aceitar esse governo… não é uma questão somente de aceitar um ministério que está sendo desmontado… é uma questão de não aceitar mesmo um golpe, de não aceitar a legitimidade desse governo…

Você acha que esse governo não é legítimo?

Acho que não é legítimo. Não é legítimo. Ele é traidor. É um governo que traiu a pátria com a mudança total do projeto do governo que foi eleito. Que não quer combater a corrupção, ao contrário…tem corruptos ali…e inelegíveis…acho que é uma hipocrisia…

O próprio Temer foi declarado inelegível por oito anos…

Eu acho uma hipocrisia aceitar esse governo. Pra mim seria uma hipocrisia eu aceitar esse governo. Eu não estaria sendo honesta se estivesse aceitando…

http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/247948/Sabatella-ao-247-“Esse-governo-traiu-a-pátria”.htm

Tempo de Kali Yuga.

Written by jpsouza. Posted in Comunicado importante

tirado do livro: Bhagavata Purana, um dos Vedas Indianos, escrito a milhares de anos antes de cristo. Se referido ao ciclo do ferro, o último dos quatro ciclos da Humanidade.  Leia e compare com o que acontece hoje.

“A riqueza e a piedade diminuirão dia a dia, até que o mundo se depravará por completo; a classe será conferida unicamente pelos haveres; a riqueza será a única fonte de devoção; a paixão o único laço de união entre os sexos; a falsidade o único fator de êxito nos litígios; as mulheres serão usadas como objeto de satisfação puramente sexual; a aparência externa será o único distintivo das diversas ordens de vida; a falta de honestidade, o meio universal de subsistência; a fraqueza a causa da dependência; a liberdade valerá como devoção; o homem que for rico será reputado puro; o consentimento mútuo substituirá o casamento; os ricos trajes constituirão a divindade; reinará o que for mais forte; o povo não podendo suportar os pesados ônus (o peso dos impostos) buscará refúgio nos vales. “

Felipe Wu leva prata no tiro e é primeiro medalhista do Brasil

Written by jpsouza. Posted in Esporte

 

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Conquista veio com Felipe Wu, que ficou em segundo lugar na disputa com pistola 10m; vietnamita XuanVinh Hoang conquistou o ouro, na prova disputada no Centro Olímpico de Tiro, no Parque de Deodoro e o chinês Wei Pang terminou com o bronze; última medalha brasileira do tiro havia sido conquistada há 96 anos

Felipe Pontes, repórter da Agência Brasil – O tiro esportivo, modalidade que rendeu a primeira medalha do Brasil em Olimpíadas, deu aos brasileiros também a sua primeira nos Jogos Olímpicos Rio 2016 para Felipe Wu, que ficou com a prata na final da prova de pistola de ar 10 metros.

Wu, que chegou aos Jogos como número um do ranking mundial, superou o chinês Wei Pang, que terminou com o bronze. O vietnamita XuanVinh Hoang conquistou o ouro, na prova disputada no Centro Olímpico de Tiro, no Parque de Deodoro.

A primeira medalha do Brasil em Olimpíada foi conquistada no tiro esportivo por Guilherme Paraense, nos Jogos Olímpicos de 1920, na Bélgica.

A última medalha brasileira do tiro havia sido conquistada há 96 anos.

http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/248103/Felipe-Wu-leva-prata-no-tiro-e-é-primeiro-medalhista-do-Brasil.htm

Gilmar quer proibir PT de disputar novas eleições

Written by jpsouza. Posted in Política

 

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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral abriu processo em que pede a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores e a extinção da sigla; com isso, o PT ficaria impedido de lançar candidaturas em quaisquer eleições; o motivo seria a suposta utilização de recursos da Petrobras nas campanhas do partido; o problema é que, por esse critério, teriam que ser fechados também PP, PMDB, PSB e PSDB, todos citados pela Lava Jato como partidos que se beneficiaram do chamado “petrolão”

247 – O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, entrou com uma ação em que pede a cassação do registro do Partido dos Trabalhadores e a cassação da legenda, segundo informa o jornalista Maurício Lima, na coluna Radar.

O motivo seria a suposta utilização de recursos desviados da Petrobras nas campanhas eleitorais do partido.

Se a ação avançar, o PT ficaria proibido de lançar candidatos em quaisquer eleições.

O problema é que todos os grandes partidos do País já foram envolvidos na Lava Jato.

O PP, por exemplo, foi quem indicou Paulo Roberto Costa, que tinha a missão de arrecadar para o partido.

O PMDB indicou vários diretores, incluindo nomes que foram presos, como Jorge Zelada e Nestor Cerveró, e seu principal nome, o interino Michel Temer, acaba de ser apontado como articulador de uma doação de R$ 10 milhões em dinheiro vivo pela Odebrecht (leia aqui).

Numa das fases mais recentes da Lava Jato, o foco foi a arrecadação de R$ 10 milhões pelo PSDB, por meio do ex-presidente da legenda, Sergio Guerra, para abafar uma CPI da Petrobras.

Ou seja: se houver isonomia, praticamente todos os partidos serão cassados no Brasil.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/248045/Gilmar-quer-proibir-PT-de-disputar-novas-eleições.htm

O julgamento de Dilma, parte 4: a metamorfose das pedaladas

Written by jpsouza. Posted in Reportágem

 

DIDA SAMPAIO: <p>Foto: DIDA SAMPAIO/ESTAD�O CONTE�DO</p>

No quarto capítulo do livro sobre o julgamento da presidente Dilma Rousseff, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira demonstra como decretos do Plano Safra, absolutamente normais, se converteram em “pedaladas fiscais”, abrindo espaço para que a presidente Dilma Rousseff fosse afastada sem crime de responsabilidade

6 de Agosto de 2016 às 12:03 // Receba o 247 no Telegram Telegram

Por Raimundo Rodrigues Pereira

(capítulo 1)

(capítulo 2)

(capítulo 3)

1. O termo “pedalada”, diz o diário Valor Econômico aparentemente com razão, apareceu pela primeira vez em suas páginas em janeiro de 2014. E, com certeza, teve maior repercussão nos meios políticos do País quando este mesmo jornal, no dia 11 de dezembro do ano seguinte, logo após a aceitação, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, publicou um longo suplemento especial com o título “O aviso foi dado, pedalar faz mal”. O trabalho, assinado por Leandra Peres, documentava uma espécie de rebelião ocorrida no final de 2013, na própria secretaria do Tesouro do governo, a propósito das tais operações, de atraso no pagamento de obrigações com bancos e fundos públicos. E descrevia, com detalhes, inclusive a reunião havida no dia 23 de novembro daquele ano, na sala do Conselho Monetário Nacional, do ministério da Fazenda, entre o então secretário do Tesouro, Arno Augustin, e seus comandados, os 19 coordenadores gerais do Tesouro e seus assessores mais próximos. Nessa reunião, Otávio Ladeira, coordenador geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, um desses rebeldes, digamos assim, teria dito ao chefe Augustin que, em parte em função desses atrasos, a política fiscal do governo teria entrado numa trajetória insustentável.

A matéria é rica em detalhes como esse. Alonga-se em descrições de episódios das relações entre a presidente e Augustin. Sugere claramente que este era uma pessoa de temperamento difícil, mas correto e de posições bem definidas. Quando, na reunião, lhe teria sido dito que existiria, da parte de técnicos, desconforto em assinar pareceres que “dariam guarida a mágicas contábeis”, ele teria dito que “cada um deveria escrever exatamente o que considerava correto e necessário”. E que, se discordasse, “faria um despacho contrário, decidindo como achasse adequado”. “Mesmo os mais críticos reconheceram naquela atitude a coragem do ex-secretário em assumir pessoalmente as decisões polêmicas”, conclui o texto da repórter.

A matéria do Valor foi uma peça de destaque na primeira reunião de oitiva de testemunhas da Comissão Especial de Impeachment do Senado, convocada para o dia 8 de junho, há um mês atrás, portanto. Nela foi depor, já nas primeiras horas do dia 9, exatamente Otávio Ladeira, o homem que apresentou a Augustin, em nome dos próprios subchefes do secretário do Tesouro de Dilma, o problema das pedaladas. E vários dos senadores pareciam ter lido ou sido informados do texto de Leandra Peres e o usavam em suas perguntas.

A senadora Ana Amélia, por exemplo, uma das mais aguerridas defensoras do impeachment, foi uma das primeiras a perguntar. Citou o artigo do Valor, o documento de 97 páginas dos subsecretários que Ladeira apresentou a Augustin e que conteria, disse ela, um “alerta claro dos técnicos à cúpula do Governo” com informações como a do atraso no pagamento de contas pelo Tesouro serem previstos então para alcançar 41 bilhões de reais em fins de 2015. E, com a advertência, apoiada por essas e outras razões, sobre um prazo previsto, de dois anos, para as agências de risco promoverem um downgrade do chamado risco Brasil.

Ladeira confirmou basicamente todas essas informações. E deu mais detalhes. Disse que as reuniões dos subordinados de Augustin tinham ocorrido no primeiro semestre de 2013, quando várias áreas técnicas do Tesouro começaram a buscar “uma melhor compreensão sobre o que estaria acontecendo”, em função dos atrasos de pagamentos “dessas despesas devidas e não pagas” e acabaram se convencendo da necessidade da reunião com o chefe. A reunião de fato ocorreu, “como a senhora relatou”, disse Ladeira à senadora: mostrou, de fato, “preocupações quanto aos rumos da política fiscal, à compreensão dos investidores da comunidade econômica de modo geral, dos investidores com relação à situação fiscal e o risco de perda do grau de investimento” do País. A senadora Ana Amélia aparentemente se animou com os fatos apresentados e quis saber de Ladeira o que Augustin teria feito depois de ter recebido essas informações, considerando a gravidade do caso, inclusive para “a própria Presidente da República”.

A essa altura, interveio Lindembergh Farias (PT-RJ), um dos líderes do bloco anti-impeachment da CEI, para lembrar ao presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), que a senadora Ana Amélia estava se referindo a Arno Augustin, secretário do Tesouro do primeiro governo Dilma o que, portanto, nada tinha a ver com o julgamento em curso na comissão, referente aos supostos crimes cometidos pela presidente Dilma no seu segundo mandato, iniciado em 2015, do qual Augustin tinha sido afastado.

Para o leitor entender melhor: Arno Augustin se demitiu do cargo em 31 de dezembro de 2014. No dia anterior assinou uma nota na qual visivelmente assumiu a responsabilidade por todas as chamadas pedaladas. Nela declarou ser de sua exclusiva responsabilidade a assinatura do montante a ser destinado “a cada item da programação orçamentária” do governo. A aquela altura, o principal teórico na construção da tese de que as pedaladas continham “ilicitudes” já estava em ação: era o procurador do Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo Oliveira, cuja história, como já prometido, se contará no capítulo seguinte. Ele tinha feito uma representação ao tribunal a partir da qual foi encomendada uma auditoria sobre essas contas. A auditoria foi concluída em novembro de 2014. Resultou num decisão do tribunal, em abril do ano seguinte, de condenação dos atrasos. E influiu na decisão daquele corte de recomendar a não aprovação das contas da presidente Dilma de 2014. Vale lembrar que, a despeito da posição do TCU, as contas de 2014 da presidente Dilma foram aprovadas pelo Congresso Nacional no final de 2015.

Mas os senadores pro-impeachment não estavam interessados neste último fato, do qual participaram evidentemente e que poderia ser considerado como um final feliz da história, com a absolvição da presidente. Para a mesma sessão de oitivas na qual foi ouvido Otávio Ladeira, eles chamaram também Júlio Macedo e Antônio D`Ávila, este, o líder da auditoria apontando as ilicitudes do atraso de desembolsos do Tesouro. A despeito da interrupção de Lindbergh, a senadora Ana Amélia concluiu que “o resultado disso, de não haver nenhuma ação do Governo, do Tesouro Nacional [ou seja, no sentido de corrigir os erros apontados na reunião dos rebelados com Augustin], o resultado [é] que estamos pagando agora com mais de 11 milhões de desempregados no País, a inflação no patamar que está e a economia do jeito que está em relação à credibilidade. Muito obrigada, Dr. Otavio”.

A fala de Ladeira foi aproveitada por muitos senadores do bloco de Ana Amélia da mesma forma feita por ela: para indicar que votarão pelo impeachment da presidente, de qualquer modo, pelo que chamam de “conjunto da obra”. O problema, porém, é que, como disse Lindembergh, o impeachment é um processo político mas também jurídico: a comissão da qual eles participavam tinha sido convocada para ouvir testemunhas e recolher documentos de um crime específico, cometido em 2015, como explicitamente mencionado na denúncia aceita pela Câmara e pelo Senado. E, o que é pior: Ladeira deixou absolutamente claro em seu depoimento que o governo Dilma nomeou, para seu primeiro ano de mandato, um ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que teve como uma de suas grandes tarefas em 2015 resolver, como de fato fez, o problema das pedaladas.

Disse Ladeira aos senadores: “2015 representou uma inflexão em relação aos anos anteriores”. “Houve dificuldades”, disse ele, referindo-se à “situação fiscal encontrada” e, por causa disso, alguns pagamentos “foram ocorrer a partir de abril”, “quando o orçamento foi aprovado”. “Muitas dessas despesas já foram pagas em janeiro, fevereiro, março. Algumas delas só foi possível – em particular as do PSI [Plano de Sustentação de Investimentos, do BNDES] e do Plano Safra [de subvenções no pagamento de juros, através do Banco do Brasil] – a partir de abril, e, a partir de então, foi se regularizando”. “Todas as despesas do ano foram pagas no ano. E em dezembro conseguimos todos os elementos necessários para que o pagamento das dívidas relativas aos anos anteriores, fossem realizados”. No total, disse ele, foram pagos 55,6 bilhoes de reais.

Lindbergh o cumprimentou entusiasmado. “Nós estamos aqui em um julgamento. É importante que as testemunhas venham e falem a verdade. Acho que o senhor fez isso aqui. O senhor sabe até minhas posições”, “fui contra o ajuste de Levy, mas aqui estou discutindo o crime que querem imputar [à presidente] em 2015. [O senhor] “foi um crítico [dos procedimentos] “de 2013, 2014”, “um crítico feroz, organizou-se lá dentro” [da secretaria do Tesouro], “era contra [aquilo] que chamavam de contabilidade criativa, e, no ano de 2015, participou do outro processo, do processo de um ajuste fiscal, de um contingenciamento fortíssimo”.

A senadora Vanessa Graziottin, (PCdoB-AM) fez o mesmo, pedindo mais detalhes. Quis saber de Ladeira se os pagamentos feitos em 2015 tinham a ver com as decisões do TCU daquele ano. Ele disse que sim, citando o acórdão daquela corte de abril de 2015. A senadora disse, que esse acórdão “não era uma decisão definitiva”. Ele confirmou: “A Advocacia Geral da União recorreu [do acórdão], pediu esse efeito suspensivo, e [esse] efeito permaneceu até a votação final desse acórdão, o que ocorreu em dezembro, quando, então, tivemos a noção exata do que deveria ser pago e qual seria a forma de contabilização pelo Banco Central, caso não pagássemos [O BC, até então, não contabilizava os atrasos como dívida pública, por fazer o registro desses compromissos seguindo padrões internacionais. E, após a decisão definitiva do TCU no final de 2015, passou a adotar, para as contas de 2016, a exigência da corte de contas brasileira].

2. Em relação ao Plano Safra, a defesa apresentou meia dúzia de testemunhas. Uma merece especial destaque: o de João Luiz Guadagnin, com formação como técnico agrícola e engenheiro agrônomo pela Escola Técnica de Agricultura de Viamão e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No governo federal há 20 anos, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e no Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), até o dia 16 de junho, treze dias antes do depoimento na comissão, Guadagnin era diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da secretaria da Agricultura Familiar do ministério do Desenvolvimento Agrário. O relator da CEI, senador Antônio Anastasia, lhe fez uma única pergunta: “Qual era, dr João Luiz, a participação do ministério do Desenvolvimento Agrário com relação aos pagamentos devidos pela União ao Banco do Brasil no âmbito do Plano Safra? Era atribuição do Ministério definir os prazos para pagamento, controlar o fluxo financeiro e os passivos junto ao Banco do Brasil ou estabelecer os encargos incidentes sobre os pagamentos com atraso? As respostas de Guadagnin ao relator e a outros senadores, tiradas das nota taquigráficas de seu depoimento na CEI estão resumidas a seguir em alguns pontos. E nos parecem essenciais para se entender o que é o Plano Safra. E porque constitui erro grosseiro ou má fé transformar os atrasos nos pagamentos das subvenções pagas pelo governo ao Banco do Brasil, nos juros cobrados dos agricultores, em “crime de responsabilidade” passível de impeachment da presidente da República.

*O Plano Safra é uma atividade que dura praticamente o ano inteiro. A partir de janeiro há um esforço concentrado: reuniões de técnicos do ministério do Desenvolvimento Agrário com os movimentos sociais, com os agentes financeiros, com os serviços de assistência técnica e extensão rural, para que se defina o tamanho do crédito, as condições de acesso ao crédito, as taxas de juros e os prazos.

*O ápice desse processo é normalmente em abril, quando o ministro do Desenvolvimento Agrário encaminha uma proposta ao Conselho Monetário Nacional. Aí se discute a questão da “equalização” dos juros, o subsídio nas taxas de juros a ser pago pelo governo.

*O Congresso Nacional é o principal ator na definição dos gastos do Plano: é ele que aprova a Lei Orçamentária Anual, na qual estarão definidos o volume de recursos para o pagamento da chamada “equalização dos juros”. Conforme o montante de recursos aprovados no orçamento para subvenção das operações de crédito do Pronaf, os órgãos técnicos dos ministérios da área econômica e os do Desenvolvimento Agrário definem as taxas de juros e as fontes de recursos a serem utilizados pelo governo para conceder crédito aos agricultores juros menores.

*O MDA não efetua pagamentos, não negocia com o agente financeiro o tamanho da subvenção nos juros. Isso é uma atribuição exclusiva do Ministério da Fazenda.

*Não há um prazo legal para o pagamento das subvenções. A lei que as estabelece é de 1992. Substituiu a chamada conta movimento, o sistema usado pelo governo na época para a concessão de crédito rural. O Plano Safra é uma criação brasileira, só existe aqui – é importante e funciona muito bem.

*A lei de 1992 não estabelece nenhum prazo para o pagamento dos subsídios, não há nada que diga, nas portarias de equalização, quando esse pagamento tem que ser feito. Não há nenhuma responsabilidade da presidente Dilma nesse processo. O ministério da Fazenda estabelece, em sua área técnica, o volume máximo de recursos que os agentes financeiros podem emprestar com juros favorecidos.

*O pagamento das subvenções pelo Tesouro ao Banco do Brasil não é o pagamento de um empréstimo do BB ao governo. Não são cobrados juros; o pagamento é feito com correção monetária, mas sem juros. Sem prazo para pagamento e sem juros; não é crédito, portanto.

*Vários agentes financeiros prestam serviço aos agricultores efetuando operações de crédito rural. No Pronaf, temos quatro: o Banco do Brasil, o BNDES e os bancos cooperativos Bansicredi e Bancoob. Estes dois últimos passaram a fazer parte do sistema em 2009. Esses são os bancos que mais crescem hoje no Brasil. E é fácil saber, é só perguntar às direções, tanto da Sicredi quanto do Bancoob, para se ver como é importante para eles essa política. É uma prestação de serviço desejada, almejada. Há uma competição enorme entre os agentes financeiros privados, desde o início do plano em 1992. Eles também querem fazer essa prestação de serviço: o que, é lógico, existem recursos para pagar as subvenções aos juros, os empréstimos atraem clientes, isso cria para eles oportunidades para vários outros negócios.

*Nunca tivemos conhecimento de qualquer comunicado de órgãos de controle, sobre a ilegalidade desses atrasos ou que eles eram proibidos por serem operações de crédito. Nunca o Tribunal de Contas da União entrou em contato para dizer que havia qualquer irregularidade.

*Em 20 anos de Governo Federal, sempre trabalhando na mesma área, a única reunião que mantive com o presidente foi com Fernando Henrique Cardoso em 2000, quando se discutiram créditos para os assentados da reforma agrária. Não tivemos nenhum contato com o presidente Lula e nem com a presidenta Dilma em relação ao Plano Safra. As discussões sobre volume de crédito, fontes de recursos e taxas de juros ficaram estritamente no nível, dos ministérios da Agricultura, da área econômica (Fazenda, Planejamento e Integração Nacional) e do Banco Central, através de sua diretoria de Normas. Foram várias reuniões de março a praticamente o final de abril, para definir o Plano Safra.

*Nós temos hoje 2,6 milhões de pessoas, de CPFs distintos com o crédito do Pronaf, com uma inadimplência menor que 2%. Em alguns agentes financeiros, ela é traço, praticamente zero. No BNDES é zero; nas cooperativas de crédito e nos bancos cooperativos é quase inexpressiva. O Banco do Brasil faz perto de 70% das operações e está presente em praticamente 96% dos Municípios. Tem um pouco mais de inadimplência, mas, na média 2%. Os agricultores familiares são bons pagadores. Usam o crédito para a finalidade contratada, produzem alimentos e o que produzem vendem.

*Vendem para alimentar os brasileiros, principalmente. Na safra que começará dia 1º de julho, que os agricultores que produzirão alimentos para consumo no mercado interno – arroz, feijão, mandioca, feijão, amendoim, alho, tomate, cebola, inhame, cará, batata doce, abacaxi, olerícolas, mais leite, carne, carne de caprinos, carne de ovinos – terão taxa de juros, para financiamentos de até R$ 250 mil para custeio da safra, com juros de apenas 2,5%.

*As portarias que definem o Plano Safra têm o mesmo formato pelo menos de 2000 para cá. E não só as portarias do ministério do Desenvolvimento Agrário, do Pronaf, mas também as que tratam da agricultura patronal, do ministério da Agricultura, seguem o mesmo padrão.

*Os pagamentos dos subsídios não são imediatos. Há créditos parcelados, os bônus concedidos em troca de certas obrigações têm de ser verificados, é preciso conferir se aquele agricultor de fato merece.

*E é preciso ver também que, no MDA esse programa cresceu muito: saiu de 2 bilhões de reais em 2002 para 30 bilhões agora, nessa última safra. É óbvio que os volumes que o Banco do Brasil intermediava com os agricultores também cresceram.

3. Os senadores pro-impeachment presentes, poucos, aliás, não fizeram qualquer pergunta a Guadagnin. Nem mesmo a senadora Ana Amélia, que o depoente elogiou por seu papel como radialista, no acompanhamento das agruras da vida dos agricultores gaúchos. Os dois que intervieram – Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Waldemar Moka (PMDB-RS) o fizeram apenas para defender de críticas a advogada da acusação, Janaína Paschoal que, de um modo geral, foi um espetáculo à parte nas sessões da CEI. Nesta, de 29 de junho, ela sugeriu, com uma consideração enviezada, que, em relação à perícia feita por técnicos do Senado na documentação referente ao impeachment, os defensores de Dilma mentiam: “Agora, estão dizendo que os peritos disseram que a Presidente não tem participação nas pedaladas. Desculpem, eles não disseram isso. Eles disseram que não constataram ato da Presidente nos documentos analisados. E nem poderiam, a Presidente não é funcionária do Banco do Brasil. O que a Defesa queria? Que houvesse um ofício da Presidente dizendo assim: ´Olha, tomem empréstimos proibidos por lei, não contabilizem porque é proibido’? Desculpe-me, com todo o respeito, chega a ser pueril. O que a Defesa queria, meu Deus? Que houvesse um ofício da Presidente, mandando cometer um crime?”

A doutora Janaína, com o mesmo propósito, falou ainda do depoimento ocorrido no dia anterior na CEI, do ex-Advogado Geral da União, Luís Inácio Adams. Disse que ele afirmou ter feito “várias reuniões com o ministro Mantega, da Fazenda, com Augustin, do Tesouro e com Tombini, do BC, “para alertá-los das pedaladas”. Mas, apesar dos alertas, “a Presidente continuou”. “A defesa tem se apegado a uma suposta falta de aviso, a uma suposta falta de alerta, e as testemunhas já mostraram que os técnicos do Tesouro alertaram, pediram reuniões, fizeram datashow, fizeram nota técnica com 97 páginas. Ontem o Advogado da Presidente [Adams, ela quis dizer] disse, com todas as letras, que alertou os principais líderes da política econômica do Governo. E, na semana anterior, o ex-Ministro Nelson Barbosa disse que a Presidente participava das reuniões com os Ministros da área econômica. Então, é óbvio que a Presidente sabia, pela imprensa, pelos técnicos do Tesouro, pelos ministros e, agora, reconhecidamente, pelo seu próprio advogado”. Nas suas alegações finais, a acusação, da qual Janaína faz parte junto com os advogados Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, usa trechos do depoimento de Adams para sugerir que ele conversou com a presidente sobre as pedaladas. Nas suas alegações finais, por outro lado, a defesa da presidente mostra que, no tal depoimento, Adams conversou sim, com a presidente sobre o caso, em dezembro de 2015, quando saiu a sentença do Tribunal de Contas da União, e não em 2014, como afirmou Janaína. A ilustre causídica, no entanto, estava voando alto no dia 29. Terminou voltando ao bordão de que o impeachment da presidente não se prende a qualquer ato específico, mas ao “conjunto da obra”, o que é uma espécie de senha dos acusadores para avisar que não estão preocupados em caracterizar o crime da presidente juridicamente. Disse: “Então, isso tem que ser dito. A população tem que ter a segurança de que golpe sofremos nós – nós, brasileiros. Era isso, Excelência. Não tenho perguntas”.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/248060/O-julgamento-de-Dilma-parte-4-a-metamorfose-das-pedaladas.htm